quarta-feira, 3 de maio de 2023

do banhista inchado e com vertigens de grandeza

Quando se fala em “bomba atómica” a pretexto da dissolução de um governo constitucional fala-se realmente do uso moralmente indefensável de uma força desproporcional. Foi assim com jorge sampaio que nos ofereceu o senhor engenheiro. E voltaria a ser assim com a extravagante criatura que agora faz as suas vezes.

Os portugueses ofereceram ao doutor costa uma maioria absoluta que é um abrigo atómico. Com ou sem uma oposição capaz de o substituir. Ora, a criatura na sua impaciência de fazer de conta que existe politicamente e a pretexto dos mais variados desvarios do poucochinho que democraticamente elegemos para nos governar, não vem fazendo outra coisa senão dizer-nos que não abdica da possibilidade de “fazer coisas”. Nesse enlevo, vem-se afundando no voluntarismo de se arrogar competências que não tem. E era cada vez mais obvia a necessidade de haver alguém capaz de lhe explicar as suas verdadeiras funções: fazer de rainha com poderes simbólicos. Como rainha até nem vai mal. O problema está mais no modo como exerce os poderes simbólicos: não é muito elegante a substituir os calções de banho pelas cuecas sob a toalha, não oferece uma verdadeira família para que os súbditos possam imitar princesas na elegância de se vestirem e mais um ror de coisas que agora me aborrece passar a miúdos. E me embaraçam muito.

O senhor presidente da república transformou o palácio de Belém num rés-de-chão de porteira. Pela alcoviteirice e pela parola jactância de se declarar presidente da junta a pretexto de tudo e um par de botas já merecia que alguém o acionasse ao abrigo do artigo 328.º. Pelos reiterados crimes contra a realização do Estado de direito nas figuras da sua pessoa nas mais inenarráveis circunstâncias.

Guardo a esperança que se aquiete durante pelo menos alguns dias graças ao doutor costa.

O mesmo doutor costa que neste entretanto foi até Braga a pretexto de governar e onde esta desgraçada criatura que faz de presidente fez correr a fantasia de aí ter vida. Se o não faz em refinado desforço, não há maneira de deixar que o pareça.

Pode ser poucochinho, não prestar para mais nada e certamente que não presta. Mas a vinda ao mundo do doutor costa já vale, se por mais nada valesse. Ele e o rufiazito que tal vento soprou a ministro.

Obrigado aos dois.



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