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domingo, 19 de abril de 2026

ou sim ou sopas

Hoje, o empregado da administração americana que trabalha aos domingos na SICN - e faz horas extraordinárias à semana -, decidiu passar uma série de depoimentos de economistas russos francamente hostis ao governo de Putin.
Um deles chega a dizer, à laia de metáfora, que quando um clube de futebol perde tão expressivamente, o treinador é substituido.
 
Precisamos aguardar.

Mas ou estes cavalheiros vão sofrer acidentes a curto prazo ou o dótôr rogeiro tem de passar em breve uns vídeos a retratar-se por estar sempre a dizer e a insinuar que a Rússia não é uma democracia exemplar onde as pessoas podem dizer o que muito bem entendem.

Já agora: a hostilidade a Putin por parte dos cavalheiros que aparecem nos vídeos do dótôr rogeiro fundamentam-se todos num crescimento [anímico...] de 1,5% nos últimos 15 anos da economia russa.

Precisamente o mesmo da nossa fulgurante UE.
Sem guerras ou sanções.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

coisas que deviam ser urgências por bruxelas

Todos parecem compreender o clima de impunidade com que pode contar a administração americana na anunciada pilhagem dos recursos naturais que pertencem ao povo venezuelano. Menos claro para muitos é a perigosa presunção americana de que podem decidir com quem russos e chineses estão autorizados a estabelecer relações comerciais nos termos em que ambas as partes entenderem.

E se a primeira coisa nos pode fazer sentir impotentes, a segunda devia preocupar-nos. Muito.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

do perigo dos caracóis para a nossa segurança colectiva

Macron disse em entrevista ao Financial Times que "[q]ueremos a paz, mas não queremos uma paz que seja, na verdade, uma capitulação - ou seja, uma paz que coloque a Ucrânia numa situação impossível, que dê à Rússia total liberdade para continuar, para avançar ainda mais, incluindo em relação aos outros europeus, e que ponha em perigo a segurança de todos nós".

Ou seja, Macron quer a paz, mas apenas na condição de que “os aliados” (!) saiam vencedores. Até lá, os ucranianos que se matem para não oferecer à Rússia “total liberdade para continuar”. Isto é também o que os “influencers” dos OCS estão a dizer desde esta manhã. 

Já aqui demonstrei com números (em 16 de agosto ) que além de não ter motivo é uma obvia impossibilidade militar que a Rússia venha a ser um “perigo para a segurança de todos nós”.

Esqueçamos por momentos o ridículo que vem alimentando os OCS com as historietas de drones feitos com peças de máquinas de lavar, a incapacidade tecnológica e a ruína eminente. Disse um desses “influencers” – e eu acredito - que um instituto escocês terá feito as contas à velocidade com que a Rússia avançou militarmente na ocupação das 4 províncias e concluiu que ao longo dos quase 4 anos que leva a guerra, a Rússia terá avançado à velocidade de um caracol. 

Ninguém consegue ver alguma tensão no facto de um exército que avança a passo de caracol em províncias ucranianas de maioria russa poder constituir-se como ameaça à segurança de um qualquer país da OTAN?
Se tal coisa for possível, de uma vez por todas parem de gastar dinheiro com ela.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

os nossos aliados americanos são amigos e nunca fizeram escutas à senhora merkel

De regresso a casa, ouço na rádio que em resultado provável de “explosões” (!) há fugas de gás no Nord Stream II.
E no Nord Stream I??
Algumas notícias falam em ambos, outras em apenas um deles. Como vem sendo habitual, no que diz respeito a factos, os serviços “noticiosos” não são fiáveis pelo que apenas podemos admitir várias hipóteses.
Já no que diz respeito a especulações parece haver consenso entre os vários "serviços noticiosos": a Rússia é a primeira interessada em rebentar com os gasodutos (na “notícia” da rádio) porque a Rússia quer aumentar os preços. Juro, foi o que o macaco de serviço afirmou. E -já em casa a ouvir o Milhazes -, porque os Russos querem “lançar o caos na Europa”.
Que os russos não necessitem de rebentar com um gasoduto do qual possuem uma torneira que, como qualquer torneira, serve para abrir e fechar, é um mero detalhe sem qualquer importância para estes serviços “noticiosos”.
Outro detalhe que não parece ter qualquer importância é o facto continuamente esquecido de a administração Biden, pouco antes da guerra que agora opõe a Rússia à Ucrânia, ter ameaçado rebentar com o Nord Stream II se a Alemanha insistisse na sua utilização.

Já não dou importância a nenhuma destas coisas. O que me deixa a ferver é verificar a facilidade com que esta canalha das “notícias” trata toda a gente como verdadeiros débeis mentais. 



quarta-feira, 1 de junho de 2022

helicóptero da sic

 Como é que foi que disse o pançudo?

A Europa deixa de consumir 90% do petróleo russo, é?
Ficam então os 10% para aqueles tipos para quem a Europa é o mealheiro em campanhas eleitorais e o bode na explicação doméstica para tudo o que de mal fazem.
Vamos fazer de conta que tudo ficaria na mesma se tal coisa fosse possível. Vamos ainda fazer de conta que era possível substituir sem enormes custos a especificidade do petróleo russo por outro qualquer sem ser o da Venezuela.
Basicamente, partimos na exigência da presunção de que somos todos umas criancinhas. E calha bem porque hoje é o dia da criança. Coragem, vamos então a umas continhas que qualquer um pode fazer com uma ligação à rede.
Nada de oleodutos a vir da terra do Ivan, portanto.
Um petroleiro pode transportar 290.000 barris de petróleo.
Só a Alemanha precisa 3,15 milhões de barris de petróleo por dia.
Até agora, da Rússia, só a Alemanha comprava por dia cerca de 1,69 desses 3,15 milhões de barris. De onde se conclui facilmente que – só a Alemanha – precisa de aproximadamente 6 petroleiros para entregar diariamente esse petróleo.
Supondo um prazo de entrega de aproximadamente 15 dias (?) para fretes dos EUA e 10 dias (?) para fretes da Arábia Saudita - significa que um petroleiro pode fazer 2 entregas por mês. Podemos estimar assim cerca de 90 petroleiros mensalmente afetados aos portos alemães para substituir o petróleo que chegava da Rússia para a Alemanha por oleoduto. Supondo que há portos em quantidade suficiente para estes movimentos, quantos milhares de camiões cisterna serão necessários? Afinal de contas, havendo dinheiro podem encomendar-se petroleiros, mas ainda é preciso que o petróleo que transportam saia para algum lado.
Para pagar estes consumos a Alemanha gastava aproximadamente 30 biliões de dólares. Estima-se que para o mesmo consumo por via marítima precise gastar aproximadamente 150 biliões de dólares. Estarão os consumidores alemães dispostos a pagar 5 vezes mais a trabalhar no duro?
Não me parece.
Aquilo é gente que tende a padecer de uma espécie de mau feitio quando abusam deles.

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Entretanto acabo de ouvir o matarruano do "polígrafo". Parece que o esforço que se vai impondo aos cidadãos europeus governados por estes imbecis está a dar resultados.

domingo, 22 de maio de 2022

helicóptero da sic

Já há alguns dias vem sendo afirmado sem qualquer contraditório que a Federação Russa é responsável por uma crise humanitária global ao impedir movimentos marítimos a partir dos portos ucranianos, desta maneira impedindo a exportação de cereais e fertilizantes.
Como o jornalismo ocidental não faz o que deontologicamente estaria obrigado a fazer, reproduzo aqui o que as autoridades russas dizem acerca do assunto:

“…75 navios estrangeiros de 17 países permanecem bloqueados em 7 portos ucranianos (Kherson, Nikolaev, Chernomorsk, Ochakov, Odessa, Yuzhniy e Mariupol). A ameaça por parte das autoridades de Kiev de bombardeamentos e minas nas suas águas territoriais impede que os navios deixem os portos com segurança e cheguem a mar aberto.
…, a Federação Russa abre diariamente das 08:00 às 19:00 (hora de Moscovo) um corredor humanitário, que é uma via segura a sudoeste das águas territoriais da Ucrânia, com 80 milhas náuticas de comprimento e 3 milhas náuticas de largura.
Informações detalhadas em inglês e russo sobre o modus operandi do corredor humanitário marítimo são transmitidas diariamente a cada 15 minutos em rádio VHF em 14 e 16 canais internacionais em inglês e russo.
Ao mesmo tempo, as autoridades de Kiev continuam a evitar o contato com representantes de Estados e empresas armadoras para resolver a questão de garantir a passagem segura de embarcações estrangeiras para águas internacionais.
As minas ucranianas à deriva ao longo das costas dos estados do Mar Negro permanecem um perigo para a navegação
A Federação Russa está adotando uma ampla gama de medidas abrangentes para garantir a segurança da navegação civil nas águas do Mar Negro e do Mar de Azov.”

Há largas porções deste comunicado que poderiam ser facilmente confirmadas ou infirmadas se ainda houvesse jornalismo sério.


A página de onde traduzi o texto citado encontra-se inacessível após várias tentativas para voltar a aceder a ela:
https://eng.mil.ru/en/special_operation/news/more.htm?id=12422474@egNews
Mas o mais provável é que não consiga abrir apenas por causa da qualidade da minha ligação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

a leste nada de novo e a ocidente lixa-se o mexilhão que fica entre o mar e a rocha

 

Nordstream II 

O que Olaf Scholz declarou hoje - que "recusava" um certificado qualquer -, seja o que for, ou é nada ou será revertido logo que as coisas arrefeçam um pouco. Outra coisa qualquer seria haraquíri político. 

Reconhecimento da “República” de Donetzk (DNR) e da “República” de  Luhansk (LNR) por parte do Conselho de Segurança da Federação Russa

É um “agarrem-me senão mato-o” muito equivalente ao de Scholz. Por uma bravata, Putin troca a autoridade moral que tinha sobre o ocidente no que se refere ao respeito pelo direito internacional. Não obstante as aldrabices que agora se vão dizendo, a Federação Russa nunca reconheceu a Transnístria a Ossétia do Sul, Nagorno-Karabakh  ou a Abecásia. Ao contrário dos “aliados” que agora enchem a boca com o “direito internacional”, mas reconheceram “autodeterminações” ao sabor das suas conveniências e à revelia desse mesmo direito. Como a “República” Chipre do Norte ou a “República” do Kosovo – esta última formalmente reconhecida pelo senhor Luís Amado, camarada de partido do senhor Augusto, banqueiro, chairman da EDP e coisas assim. A nossa vizinha Espanha não reconheceu. Não quer nada com isso de “independentistas”… Isto para nos ficarmos apenas por exemplos que  ficam aqui por perto.


sábado, 12 de fevereiro de 2022

geografia política

Coabitamos com líderes políticos que se revelam de uma espantosa mediocridade ao mesmo tempo que falam de guerra na leviandade que só uma assustadora ignorância pode consentir: tome-se o exemplo da senhora Liz Truss, atual Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido. Há uma semana localizou os estados bálticos no Mar Negro, mais de mil quilómetros ao lado, digamos assim... Durante alguns dias pôde-se alimentar a esperança de que se tratasse de um lapso. Apenas até ontem, ocasião em que voltou a dar provas de uma relação difícil com a geografia política, aquilo que é, afinal, a substancia das suas responsabilidades: “A secretária de Relações Exteriores britânica disse ao chefe do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sobre a necessidade de retirar as forças armadas russas da fronteira ucraniana. Sergei Lavrov respondeu que os militares estão no território de seu país. Liz Truss repetiu que eles deveriam ser retirados. A isso, o ministro russo voltou a objetar que os militares não estão violando nada, pois têm o direito de realizar quaisquer manobras no território da Federação Russa.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

putin tem razão

 

"Putin ameaça Ocidente: "Se continuarem com atitudes agressivas, vamos responder com passos poucos amigáveis""


Putin tem razão.
Para ter mercados, a indústria de armamento precisa criar a necessidade num continente quase em paz desde a decomposição da Jugoslávia patrocinada pela OTAN. Esta necessidade alimenta-se do medo. Um medo que é industriado pela diplomacia e serviços de informação que desde a derrota americana no Vietnam instrumentalizam a “comunicação social” oferecendo-lhe “programas” que, por sua vez, são distribuídos “prontos a comer” em países satélites como o nosso por agências de notícias.

A guerra fria acabou em 1989 com a reunificação da Alemanha, a dissolução da URSS e do Pacto de Varsóvia. Desde então a OTAN é uma organização obsolescente, dado que a sua única razão de ser já não existe; a europa democrática já não é ameaçada pelo totalitarismo comunista. Ela existe porque é do interesse estratégico do seu principal patrono.

Pouco importa que Putin faça uso destas tensões em seu benefício político; é o que fazem ditadores e governantes democraticamente eleitos de todas as vezes que lhe dão pretextos para o fazer. O alargamento da OTAN aos países do extinto Pacto de Varsóvia é objetivamente uma violação da paz implicitamente instaurada pela parte que espontaneamente se declarou vencida: com Yeltsin, com a implosão da URSS e a redução do império à Federação Russa. E são provocatórias para quem vive uma “derrota” ainda hoje sentida como uma humilhação por parte da maioria dos cidadãos russos. As “ocupações” da Crimeia ou de Donetsk são descritas pela “comunicação social” com historietas que só sobrevivem na preguiça do “pronto a comer”. Quando alguém se dá à fadiga de as tentar compreender, afundam-se nos factos que tentam escamotear.

A União Europeia andaria bem em dispensar-se de colaborar neste tipo de ficções. E fazer um esforço para diligenciar soluções e políticas de defesa que dispensassem interesses que lhes são exógenos.