Aparentemente, as bandeirinhas aguardavam a disponibilidade de uma analfabeta para conceder uma declaração a pretexto da demissão de um ministro qualquer do seu governo. A criatura já não era propriamente uma desconhecida quando foi eleita para substituir o burlesco primeiro-ministro dos conservadores ingleses: na qualidade de ministra dos negócios estrangeiros, poucos dias antes de ter sido designada primeira-ministra, foi objeto de ruidosa chacota ao ser ridicularizada por Lavrov, quase sem querer, com apenas uma pergunta irónica.
Mas o que me deixa em espanto sincero – não obstante a pouca conta em que tenho a “comunicação social” – é o facto de as televisões dedicarem tanto tempo a um assunto tão absolutamente irrelevante para todos, designadamente para os súbditos de sua alteza. A Inglaterra – ou o “Reino Unido”, se insistem…- é hoje uma completa irrelevância no concerto das nações e é verdadeiramente extraordinário que ainda não tenha sido corrida do conselho de segurança de uma outra irrelevância que são as Nações Unidas. A que título lá continua a estar se a Índia, sua antiga colónia, respeitando o direito de propriedade, já é dona de tudo o que eram as suas mais emblemáticas indústrias?
