sexta-feira, 14 de outubro de 2022

helicóptero da sic

Aqui na tasca fiquei de frente para um par de bandeiras do “Reino Unido”, uma coisa que os ingleses inventaram para colonizar os povos vizinhos e muito bem refletida nos raros momentos de sobriedade de alguns dos protagonistas de "Trainspotting" de Irvin Welsh.
 
Aparentemente, as bandeirinhas aguardavam a disponibilidade de uma analfabeta para conceder uma declaração a pretexto da demissão de um ministro qualquer do seu governo. A criatura já não era propriamente uma desconhecida quando foi eleita para substituir o burlesco primeiro-ministro dos conservadores ingleses: na qualidade de ministra dos negócios estrangeiros, poucos dias antes de ter sido designada primeira-ministra, foi objeto de ruidosa chacota ao ser ridicularizada por Lavrov, quase sem querer, com apenas uma pergunta irónica.

Mas o que me deixa em espanto sincero – não obstante a pouca conta em que tenho a “comunicação social” – é o facto de as televisões dedicarem tanto tempo a um assunto tão absolutamente irrelevante para todos, designadamente para os súbditos de sua alteza. A Inglaterra – ou o “Reino Unido”, se insistem…- é hoje uma completa irrelevância no concerto das nações e é verdadeiramente extraordinário que ainda não tenha sido corrida do conselho de segurança de uma outra irrelevância que são as Nações Unidas. A que título lá continua a estar se a Índia, sua antiga colónia, respeitando o direito de propriedade, já é dona de tudo o que eram as suas mais emblemáticas indústrias?



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