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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

helicóptero da sic

Aqui na tasca fiquei de frente para um par de bandeiras do “Reino Unido”, uma coisa que os ingleses inventaram para colonizar os povos vizinhos e muito bem refletida nos raros momentos de sobriedade de alguns dos protagonistas de "Trainspotting" de Irvin Welsh.
 
Aparentemente, as bandeirinhas aguardavam a disponibilidade de uma analfabeta para conceder uma declaração a pretexto da demissão de um ministro qualquer do seu governo. A criatura já não era propriamente uma desconhecida quando foi eleita para substituir o burlesco primeiro-ministro dos conservadores ingleses: na qualidade de ministra dos negócios estrangeiros, poucos dias antes de ter sido designada primeira-ministra, foi objeto de ruidosa chacota ao ser ridicularizada por Lavrov, quase sem querer, com apenas uma pergunta irónica.

Mas o que me deixa em espanto sincero – não obstante a pouca conta em que tenho a “comunicação social” – é o facto de as televisões dedicarem tanto tempo a um assunto tão absolutamente irrelevante para todos, designadamente para os súbditos de sua alteza. A Inglaterra – ou o “Reino Unido”, se insistem…- é hoje uma completa irrelevância no concerto das nações e é verdadeiramente extraordinário que ainda não tenha sido corrida do conselho de segurança de uma outra irrelevância que são as Nações Unidas. A que título lá continua a estar se a Índia, sua antiga colónia, respeitando o direito de propriedade, já é dona de tudo o que eram as suas mais emblemáticas indústrias?



sábado, 10 de setembro de 2022

helicóptero da sic

Tenho estado a tentar não falar do assunto que faz concorrência ao futebol na "comunicação social". Mas não resisto a partilhar a suspeita de que dar posse a uma matarruana como liz truss possa ter consequências fatais para alguém em avançada idade.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

helicóptero da sic

Vi um pequeno clip com os parlamentares ingleses e a senhora que é agora a primeira-ministra.
Toda aquela gente parecia ter saído de um quadro da Paula Rego.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

geografia política

Coabitamos com líderes políticos que se revelam de uma espantosa mediocridade ao mesmo tempo que falam de guerra na leviandade que só uma assustadora ignorância pode consentir: tome-se o exemplo da senhora Liz Truss, atual Secretária de Relações Exteriores do Reino Unido. Há uma semana localizou os estados bálticos no Mar Negro, mais de mil quilómetros ao lado, digamos assim... Durante alguns dias pôde-se alimentar a esperança de que se tratasse de um lapso. Apenas até ontem, ocasião em que voltou a dar provas de uma relação difícil com a geografia política, aquilo que é, afinal, a substancia das suas responsabilidades: “A secretária de Relações Exteriores britânica disse ao chefe do Ministério das Relações Exteriores da Rússia sobre a necessidade de retirar as forças armadas russas da fronteira ucraniana. Sergei Lavrov respondeu que os militares estão no território de seu país. Liz Truss repetiu que eles deveriam ser retirados. A isso, o ministro russo voltou a objetar que os militares não estão violando nada, pois têm o direito de realizar quaisquer manobras no território da Federação Russa.