quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

a caixa


A notícia de que o crescimento “muito mais elevado do que o espectável” do PIB da Hungria - um país deixado em escombros pelos amanhãs radiosos do socialismo de que se livrou ainda há poucos anos – levava ao corte por parte da UE de 1,3 biliões de euros de “fundos de recuperação” fez-me lembrar um filme de Manoel de Oliveira: “A Caixa”, de 1994. Um filme com 28 anos… A perturbação em que me deixou a imagem de um cego que se abraça a uma caixa de esmolas - ao mesmo tempo que, exaltado, reclama a sua posse porque é ele que é cego -, é uma experiência difícil de esquecer. Lembro-me perfeitamente de umas alegóricas bandeirinhas da UE em fundo. Não creio que seja ilusão minha, que tenha sido eu a imaginar as bandeirinhas. Mas não vou libertar-me da dúvida revendo o filme. Não é propriamente uma história divertida. 

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