Nos intervalos do entorpecimento coletivo a que os media nos sujeitam a pretexto do futebol, a caminho e à vinda do trabalho, ouvi hoje na rádio uma voluntariosa enxúndia de explicações para aquilo que o doutor costa, o antónio, designa por honra, honorabilidade (sim, duas vezes…), carácter e mais não sei quê de que se julga em posse.
Ouviram-se os “influencers” do costume, um em particular, a dar para o redondinho que saltou direito do "31 da armada onde rabiscava umas frases que ninguém lia senão por enfado, e que diz ser “muito amigo” ou ter “estima” e “simpatia” por todos os que “contam”. Talvez seja precisamente isso o que qualifica este ocioso tartufo: seja qual for o assunto, nunca há perigo de que venha a dizer o quer que seja que incomode quem “conta”.
Mas de que honorabilidade fala o doutor costa, o antónio? Desta?
E de que justiça fala, quando proclama “deixar à justiça o que é da justiça”?
A de juízes que vendem sentenças a pataco, como estes?
Ou de juízes designados pelos seus camaradas para tribunais superiores, como estes?
De que carácter fala o doutor costa, antónio?
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