O suficiente para me deixar numa prostração tão melancólica que só me apetece ser ilha. É assim que me deixa a confirmação de que, para uma larga maioria, os factos deixaram de ser necessários para explicar a realidade.
Isso começou no jornalismo e espalhou-se como doença infecciosa por todo o lado.
Os jornalistas para quem os factos eram sagrados deixando as opiniões ao cuidado de quem deles fazia uso estão (quase) todos mortos ou aposentados. Agora só há comentadores. E as massas emitam-nos no método para a interpretação dos eventos. Zangam-se quando as importunamos com factos.
E não vale a pena lutar contra a doxa dos tempos.
E não vale a pena lutar contra a doxa dos tempos.

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