sexta-feira, 4 de março de 2016

acordo ortográfico

Quando à minha volta toda a gente faz coro a qualquer pretexto fico logo de pé atrás e dificilmente me junto.
E quando o “acordo” “saiu”, fiquei calado porque dele pouco ou nada sabia, mais ou menos tanto quanto acerca dele sabia a maioria dos que se pronunciavam contra. Continuei a escrever como sempre fizera, sem muita ciência, devo acrescentar; com a grafia que aprendera na escola, vez por outra mesclada com arcaísmos que um ou outro livro me inculcara quando ainda a aprendia nas suas subtilezas.

Sem que nunca me tenha chegado a “converter”, adotei (continuo a meter aqui o “p”… para depois o tirar) a grafia do acordo ao fim de vários episódios em que fui coagido a converter gordos conjuntos de textos; já vou dando comigo algumas vezes a saber não dissipar afrontas de onde ninguém sai vivo.

A única razão porque nunca me converti à nova grafia – embora hipocritamente a adote – tem que ver com a sua fealdade, a fealdade que envelhece algumas das palavras que aprendi a estimar.

E estão cada vez mais feias. Essa a razão porque só agora falo do assunto.

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