sábado, 24 de setembro de 2016

p. 51 (notas de leitura)

Onde se dá notícia que Guterres disse: “Basta-me fazer de morto para ser primeiro-ministro.”

Como se sabe, esta qualidade de saber fazer-se de morto tem vindo a ser muito apreciada e a fazer escola. Tendo apostado tudo numa carreira política, António Guterres detestava tomar decisões: “Descobri que a maior parte dos problemas se resolvem por si próprios. Sem ser preciso fazer nada.”

Na primeira entrevista que dá ao Expresso como primeiro-ministro, em 1995, a uma pergunta terá dito: “A minha ambição é desempenhar um cargo num organismo internacional.”

E pronto.
É isto. Lá anda ele a fazer de morto e a comer chocolates.

"Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
...
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!"

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