domingo, 4 de outubro de 2026
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024
a maldição dourada
As dezenas de milhares de milhões de euros de fundos comunitários que Portugal recebeu desde a adesão em 1986 viciaram o país no dinheiro europeu. Como é evidente, o contexto de hoje é muito diferente do que existia há três séculos e os mecanismos precisos através dos quais, como argumentei, os fundos europeus prejudicam hoje a economia são diferentes daqueles através dos quais o ouro do Brasil operou no século XVIII. Mas, genericamente, o fator fundamental é o mesmo: ou seja, dinheiro vindo de fora, com poucas ou nenhumas contrapartidas. Fluxos de dinheiro que entram no país desta forma não são saudáveis para a economia, como também não são para as instituições políticas. Há três séculos, o ouro do Brasil não desenvolveu o país - muito pelo contrário. Os fundos europeus não se têm revelado, hoje, diferentes.”
Nuno Palma em "As Causas do Atraso Português", D. Quixote, 2024, pp.267-68”
terça-feira, 1 de novembro de 2022
mas afinal quem é que telefonou?
A maneira como Macron se fez noticiar – mostrando-se surpreendido e dando a entender que a iniciativa do telefonema era do lula, ao mesmo tempo que se dava a interpretar muito ocupado, não parando de mexer em papeis – é absolutamente espantosa. Para mim, razão suficiente para um corte "de relações".
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
a ver os brasileiros que esperam os resultados da eleição
O resultado desinteressa-me de todo. Com um ou outro, nada de substancial mudará no Brasil. Permanecerá sendo “o país do futuro".
Aquilo que me está a interessar realmente é verificar como os que votam em Bolsonaro têm ar humilde. Por contraste com o ar próspero e lavadinho dos que exibem afeição por Lula. De resto, até os candidatos oferecem essa impressão: Bolsonaro de chanatos e cafona, o sindicalista em fatos de bom corte. Não obstante a sociologia de pataco que nos é oferecida pelos influencers, é isto o que realmente pode ver-se. No Brasil e aqui. A esquerda cheirosinha e próspera, a direita transpirada e a vestir-se em mercados de rua.Consciência de classe; a esquerda precisa de jardineiros e mulheres a dias.
sábado, 2 de julho de 2022
helicóptero da sic
O banhista vai novamente a passeio a faturar no contribuinte. Numa das ultimas vezes em que o fez - na qualidade de chefe de estado - entrevistou-se com o ladrão e só depois com o seu homónimo democraticamente eleito. Os nossos "influencers", devidamente travestidos de "jornalistas", não deram boa conta deste desprezo pelos deveres mais elementares de um chefe de estado.
Este bandalho que os meus compatriotas elegeram para " chefe de estado" tem deveres enquanto viajar nessa qualidade. Se mais ninguém o lembra deles, que seja o capitão a fazê-lo.
sexta-feira, 1 de abril de 2022
quora
Meus caros amigos: isso bom não é. Mas sendo mau é, apesar de tudo, muito melhor que um país onde o povo só consegue eleger governantes que deviam estar na cadeia e nunca são presos.
domingo, 3 de outubro de 2021
quora
Because the clown elected as president of Portugal - afraid of having "bad press" [political partisans passing themselves as "journalists"] and anxious to be loved... - went to Brazil and the first thing he did was meeting with a corrupt ex-president instead a democratic elected president by the Brazilian people.
And of course, when he went to do what he should do in the first place, he was welcomed with some dirty jokes.
He deserved it. And we Portuguese, should have had the discernment to elect a president with less psychiatric problems.
It's a shame. We – Portuguese and Brazilian people- deserved better.
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
quora
Não valia.
Os portugueses já tinha ido ao Japão, já os tinham tentado colonizar a eles e eles não deixaram. A principio ficaram curiosos e ainda lhes vendemos algumas espingardas. A ideia de matarem o vizinho sem terem que se aproximar dele pareceu-lhes moderna durante algum tempo. Mas depois aborreceram-se connosco e houve para aí uma meia dúzia de padres que passaram um mau bocado só porque se lhes meteu na cabeça a mania de não abjurar.
Seja como for, depois de os tentarmos colonizar e de nos terem destratado em tamanha desarmonia com os mandamentos da santa madre igreja, não me parece que tivessem a supina lata de meter o nariz nos nossos assuntos.
E, bem vistas as coisas, sou tentado a concluir que nem sabem a sorte que tiveram em sermos nós e não eles. Senão reparem: o japonês médio é a dar para o baixote e seco de carnes. Mas aquilo é gente que sabe temperar ferro e afia-o com arte que arrepia só de ver. E nas raras ocasiões em que decidiram fazer turismo lá na zona deles, provaram ser povo muito dado à patifaria, capaz de assanhadas selvajarias que nem em pesadelo vos passam pelas cabeça.
Para vossa sorte também são povo pouco dado ao turismo e de uma maneira geral são muito caseiros. Incapazes de se meterem num barco durante 9 meses com uma broa e um queijo por farnel.
Eles gostam é de fazer toyotas e sobretudo que ninguém os chateie.
Parece-me um povo muito sensato.
Demasiado sensato para se dar ao aborrecimento de vos colonizar.
Tenham paciência.
domingo, 9 de setembro de 2018
quora
Não. Creio que os ingleses teriam sido muito mais competentes que os portugueses a deixá-lo ainda mais pobre.
Mas as probabilidades de se fazerem perguntas estúpidas na língua de Shakespeare seriam francamente maiores.
quora
Muito respeitosamente, a pergunta parece-me quase absurda. Porque não há praticamente mais nada para lá da língua; se a partilhamos temos uma forma de ser que nos é comum (cfr. Wittgenstein…). Pouco importa agora saber se isso é bom ou mau, se gostamos ou não. É assim.
sábado, 20 de maio de 2017
os nossos corruptos são melhores que os vossos
Com argumentos do tipo "vai-se a ver e também vão à lata das bolachas, portanto..." que voltem “os nossos”.
De caminho esbagulham ressentimento em relação à "delação premiada". Que é uma coisa imoral e vergonhosa, dizem. E é. Sobretudo quando serve para apanhar "os nossos". A ideia enerva-os porque temem que por aqui venha a ganhar favor e possa servir para escaqueirar a reputação dos “nossos” já que não há outra maneira de apanhar este género de delinquência em que todas as partes estão interessadas no silêncio. Ao diabo o "há fins que justificam os meios".
Depois afivelam uma expressão de pesar, a lamentar o que vai pelo Brasil.
Pois eu acho que o Brasil nunca foi tão bem. A justiça funciona, aparentemente anda cega como nos bonecos e possuí ferramentas para encarcerar vampiros.
Muito melhor que por aqui, portanto.

