Mostrar mensagens com a etiqueta presidente da república. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta presidente da república. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

o cata-vento falou

Durante 9 minutos leu a redacção coalhada de inanidades. Saiu com ar grave por trás do reposteiro. A ordenança – que ao fim de poucos meses do primeiro mandato substituiu O ordenança… - recolheu os papeis da redacção que sua excelência deixou no púlpito. Certamente para enviar a depósito na torre do tombo em carro blindado.

A senhora do PAN acaba de comentar o discurso e os comentadores imitam-na em muito tino.



sexta-feira, 22 de maio de 2020

de que lado estão os que procuram um cordeiro para imolar?

Rui Calafate, em texto citado por João Gonçalves escreveu:
“A direita moderada não gostou de ver anos de lua-de-mel de Marcelo e Costa e pôs um anúncio nos classificados em busca de um cordeiro de Deus para a imolação de 2021”

E eu pergunto: É a "direita moderada" quem anda à procura de um cordeiro para imolar?
Não são Marcelo, Costa e o regime inteiro quem o procura?
É que a "direita moderada", a menos que seja completamente vesga, por esta altura já deve ter reparado num touro escuro capaz de a resgatar do pecado original de ter votado em Marcelo. (Rui Calafate dá-lhe 10%.... Assim, sem mais nem menos, redondinho?).
A “direita moderada” já deve ter compreendido que só um touro a poderá tirar do “pecado do mundo” em que se lançou ao votar em Marcelo. Para mais,  sem custos de consciência, tratando-se de votar apenas nessa dispendiosa inconsequência que é a "presidência da república"...
De resto, porque espécie de danação haveria a “direita moderada” de querer imolar o cordeiro que alegadamente busca tão desajeitadamente entre os seus?
E procura precisamente um "cordeiro" para enfrentar quem? Marcelo?
Acreditam mesmo que foi a “direita moderada” que atirou para o ar o nome de Adolfo Mesquita Nunes?
Acreditam mesmo que a “direita moderada”, seja lá o que isso for, precisa ou quer sacrificar um dos seus cordeiros?


quinta-feira, 21 de maio de 2020

do regime sob a ameaça de um escrutínio






















(foto: António Cotrim / Agência Lusa)

André Ventura apresenta-se como candidato antirregime.
Ana Gomes “acusa” Marcelo de ser o candidato do “regime” (uma “acusação” cómica, vinda de quem vem…).
Marcelo, fazendo de conta que Ventura e Ana Gomes não usam o termo “regime” do mesmo modo com que outrora era usado para designar o Estado Novo. Diz que sim, senhor, ele é o regime, tanto mais que jurou respeitar e defender a constituição, era o que mais faltava e tal.
O coiso que ficou a fazer de presidente da república da madeira insiste que é necessária uma candidatura de “centro-direita” que se oponha a Marcelo.
Já toda a gente sabe que todos os atores do regime, de modo mais ou menos tímido e por instinto de sobrevivência, terão que cerrar fileiras em torno do candidato que afinal os representa como nenhum outro.

Se a televisão vendia tudo – e Marcelo continua a usá-la como mais ninguém para se vender a si próprio-, com o "cogumelo do tempo" começo a suspeitar que tenha deixado de ser a melhor esquina para montar banca.
André Ventura, com alguma mercadoria contrafeita para vender, é boicotado nos centros comerciais das notícias mais finas, mas dispara nas vendas em feiras cada vez mais povoadas de gentios desencantados com produtores de notícias pinocas e realidades envernizadas pelo poder.
Marcelo já o sabe. Acho graça quando o descrevem como “imprevisível” e“espontâneo”. Tudo nele é premeditado, tal como premeditadas são todas as centenas de“selfies”que têm o seu álbum de família nas redes.




Ele sabe muito bem onde essas fotos vão parar e é por isso que vai ao supermercado; "parece um de nós", desta vez até com direito a reproduções nos meios da informação pinoca.


























É já longínqua aquela infância política que o levou a vestir a pele de um taxista. Infelizmente para ele e para o regime que tão bem representa, não se pode consentir as mesmas coisas que André Ventura.

Nas próximas eleições presidenciais, para essa dispendiosa inconsequência que é a presidência, se não houver alteração significativa de oponentes, é a popularidade do regime que vai ser escrutinada.
Os atores, se não o sabem, já o sentem.
__________
Este texto não é mais do que a continuação deste outro.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

quora

O que acha do Adolfo Mesquita Nunes como candidato à presidência?
Adolfo Mesquita Nunes, mais ou menos formalmente, despediu-se da política ativa para se dedicar a tempo inteiro à advocacia em pelo menos uma entrevista. Parece-me altamente improvável que se venha a disponibilizar para amortecer uma eventual pancada no regime a pretexto de uma eleição presidencial.
Vou tentar explicar.
Não haverá praticamente ninguém em Portugal que, em qualquer cenário e com quaisquer adversários, conceba a derrota do atual presidente numa segunda candidatura; é um demagogo que domina a arte das técnicas de aliciamento das massas e com quem Gustave Le Bon teria muito que aprender. Além disso, para a sua “campanha eleitoral” dispõe de um orçamento de 15 – 17 milhões de euros anuais, o orçamento da presidência. E ele não fez mais do que usa-los rigorosamente para esse efeito ao longo do seu mandato.
O senhor Costa, atual primeiro-ministro, na tentativa de poupar o seu partido a um novo vexame eleitoral nas presidenciais, aproveitou a visita a uma fábrica de automóveis para lhe declarar o seu apoio nos termos mais afetuosos. Na sua família política, a camarada Ana Gomes está cheia de vontade de avançar, talvez anunciando a sua candidatura numa fábrica de tratores, ladeada de alguns camaradas mais ou menos zangados com a direção do partido.
Ainda mais à esquerda não é de excluir a possibilidade das candidaturas da senhora Marisa Matias do BE, uma candidata “engraçadinha” nas palavras azedas do secretário-geral do PCP que quase seguramente apresentará o seu candidato mais ou menos obscuro.
Por consequência, Marcelo – tautologicamente de “direita”, para os que gostam deste tipo de explicações políticas -, apresentar-se-á a eleições com uma “esquerda” completamente pulverizada em candidaturas sem qualquer hipótese de aspirarem a mais que resultados ridículos.
Até ao momento, o único oponente à “direita” que declarou a sua intenção de se candidatar, foi André Ventura. Que num dos episódios mais cómicos da política à portuguesa, foi encorajado a não concorrer às eleições presidenciais por… Marcelo, o atual presidente.
Sucede que este cavalheiro, um populista quase tão cínico quanto Marcelo, verdadeiramente odiado pelo regime – designadamente pela “comunicação social” que vai buscar ao estado o cheque com que paga os seus sistemáticos prejuízos -, anda a trepar nas sondagens de um modo que deve ser enervante para quem herda ministérios em razão do direito sucessório dos familiares em primeiro grau. Sim, isto não é hipérbole, os casos sucedem-se sem pudor, no seio desta nova “aristocracia” republicana…
Em tal cenário, além de Marcelo, até as “esquerdas” precisam de um candidato à “direita”. Marcelo porque vai querer afogar a hipótese de a “direita” que o despreza votar em bloco em André Ventura, ofuscando e deslustrando o esplendor da vitória que todos lhe dão por certa. Ao ganhar por uns pontos a um candidato odiado por todas as forças políticas do regime.
E as “esquerdas” pelo dobro das razões. Com o cenário da candidatura de Adolfo Mesquita Nunes dividem os potenciais resultados de André Ventura e tornam mais palatável a ignomínia das derrotas eleitorais a que os seus candidatos ficariam sujeitos no confronto direto com um sujeito por quem nutrem uma visceral aversão.
Resta saber se Adolfo Mesquita Nunes, sendo um homem inteligente se presta a tal frete pelo regime.
Tudo depende do desdém e asco que também ele possa sentir por André Ventura. Será suficiente para o convencer a tamanho sacrifício? Não acredito. Como disse, parece-me um tipo inteligente.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

notas às notas de leitura da página 68

Entendi aqui voltar. Nem sei bem porque me dou ao túmulo destas notas; nunca até hoje dei porque os meus filhos sentissem o menor interesse pela vida política do país. Talvez tenham razão para o não ter, talvez o venham a ter, não sei, como não sei por quanto tempo estas coisas por aqui ficam…
Bom, mas volto aqui porque nesta nota passei por alto um incidente que é mencionado por J.A.S. e que é de particular importância pelas consequências que veio a ter no futuro da instituição da presidência da república. Vem na pág. 66 e diz assim:

“A conversa mais importante que viemos a ter … [com Eanes] … ocorreu em 1982 quando se discutia a primeira revisão constitucional. Francisco Pinto Balsemão e Mário Soares, líderes do PSD e do PS tinham-se entendido para reduzir os poderes de Ramalho Eanes, que ambos detestavam. A ideia era que o Governo deixasse de responder politicamente perante o Presidente da República. Ou seja, a margem de intervenção política do Presidente desaparecia na prática.”

Não estou por dentro dos detalhes, mas dou-me em apostar que a iniciativa terá sido de Soares. Porque detestava Eanes, é mais do que certo, e porque em 1982 este republicano já sonhava vir a ser uma espécie de rainha de Inglaterra de mistura com uma espécie de Jean Bédel-Bokassa no que se refere ao capítulo das despesas a faturar ao reino; viajar sem rei nem roque, ter aias e pajens a embarcar em “boeing’s”, motoristas acima da lei, guardas de honra (a destratar quando lhe desse para ser fixe), palácios e sonecas sem chatices.
Evidentemente que a mesma coisa convinha às nomenclaturas do regime para quem o cheiro a decência tem o efeito viroso de um glifosato.
Razão porque desde então elegemos sacos de vento a custos que estão francamente acima dos de qualquer casa real de uma monarquia moderna europeia (parece que já alguém se deu ao cuidado de fazer as contas – que suspeito terem sido feitas muito por baixo já que cada um dos republicanos e respetivo consórcio que por lá passa continua a faturar sobre o orçamento até ao resto dos seus dias).
De tal maneira que não faz diferença rigorosamente nenhuma o que qualquer um destes sacos de vento possa pensar acerca do treinador do Braga porque isso em nada irá afetar os resultados da jornada. Vão para aquilo porque sentem necessidade de ser amados que é a coisa mais humana do mundo.  E, já agora, que lhes paguemos as contas até ao fim dos seus dias.
De maneira que até pode ser o Tino de Rãs. Desde que não seja um seboso sem maneiras, tipo Vieira, tanto faz.
Viemos ao mundo para amar e pagar.