Faz uns dias, uma coisa chamada "polígrafo", a pretexto dos gigantescos prejuízos (dezenas de milhares de milhões) financeiros que decorriam da corrupção no nosso país no ano de 2018, confrontado com a credibilidade da fonte, declarou que o "índice de percepção da corrupção" era "preferível" - "Preferimos" foi a palavra usada.
Nunca vou esquecer a inveja que senti em relação ao povo romeno que por todo o país e nas maiores cidades se manifestou nas ruas exigindo a punição dos políticos corruptos .
Evidentemente, a corrupção não terá sido completamente erradicada. Em lugar nenhum isso acontece. Mas é de supor que os políticos romenos tenham sido ajudados a recordar o fim do casal Ceausescu. Que também começou com manifestações rigorosamente iguais.
Por cá, o doutor costa declara que “fala com muita gente” e sente que esse não é assunto que lhes interesse; limita-se a recomendar a cada novo caso que “deixemos a justiça funcionar". E não, não são “casinhos”, são mesmo casos, coisas sórdidas, intoleráveis para qualquer pessoa normal em qualquer sociedade minimamente funcional.
Entretanto a Roménia, há pouco tempo chegada da miséria a que Ceausescu a tinha sujeitado, já nos passou em vários indicadores económicos. E bem podem alguns influencers/jornalistas guinchar que não, não é bem assim. É.
Na rádio, ouvi comentar que este ano a comissão de festas decidiu deixar o povo um pouco mais afastado dos celebrantes do regime. Coisa escusada, não têm nada que recear pela sua segurança. Podem continuar. O nosso povo é assim, tem sido assim. De afonso costa - o primeiro dos ladrões que hoje fizeram a sua festa - até antónio costa.
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