Mostrar mensagens com a etiqueta doutor Louçã. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta doutor Louçã. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

5 paus

Os melhores manuais são sempre da autoria de quem tem uma experiência empírica dos assuntos tratados.


 

domingo, 18 de abril de 2021

helicóptero da sic

Comentando os “abalos da operação marquês”, o doutor louçã refere-se à “única” falha de carácter e à "única coisa de que o senhor engenheiro pode ser acusado" nos seguintes termos:  “Há um comportamento que nenhum primeiro-ministro pode ter: não pode jamais aceitar prendas ou dinheiro de um amigo.”

Será que o conselheiro anacleto também está a pensar candidatar-se à presidência da república?

domingo, 18 de novembro de 2018

barítonos e cabeças d’alho

Era um truque usado por alguns soldados na guerra do ultramar. Alegadamente enfiavam um dente de alho pelo cu acima na expetativa de ficarem com febre e dessa maneira ficarem na enfermaria, devidamente escusados de um ou outro tiroteio. Historietas a que dou pouco crédito, geralmente contadas por entre gabarolices de sujeitos que podem muito bem ter um braço tatuado com as cinco quinas, “Guiné 1969” e “Amor de pais”. 
Vem isto a propósito de três sujeitos que são amadores de enfiar alho pelo cu acima, expediente de que fazem uso, não para evitarem emboscadas em algum pântano de Bijagós, mas para ficarem com umas belas vozes de barítono que convencem as pessoas a achar que são sérias. 
O melhor de todos é o Bruno que fica de se ouvir de tal modo que ainda hoje se diz dele que "ao princípio fez tudo muito bem" e “viva o Bruno!”. Evidentemente, consegue esse efeito não apenas à custa de uma cabeça inteira de alhos que enfia pelo cu acima logo ao pequeno-almoço,  mas também pelos dentes d’alho que, em frequentes idas à casa-de-banho e ao longo do dia, vai enfiando pelas narinas. 
Logo a seguir a este Don Giovanni está um coiso que é do Porto e é ministro de uma dessas coisas novas que ainda não ficam no ouvido. Não sei o nome mas está aí a fotografia. Este coninhas é um beto de tal quilate que um tipo fica parvo a pensar como é que o Porto foi capaz de parir uma coisa destas. Mas diga o que disser - e vá-se lá saber o que diz -, di-lo de tal maneira que fica sempre no ouvido e no coração. 
Finalmente temos o doutor Costa. Acerca das técnicas do doutor Costa  correm muitos rumores por entre os jornalistas mais íntimos do poder.  Ao que parece, com receio de alucinar em febres e acordar na prisão como o Bruno, o doutor Costa limita-se a enfiar apenas um dente d’alho pelo cu acima depois de lhe dar uma ligeira pancada com o martelo dos bifes e antes de lavar os dentes e ir para a cama. 
A verdade é que sobre o Bruno e o beto do Porto, o doutor Costa, além do dente d’alho, beneficia da enorme vantagem de ter feito um desses cursos de “técnicas de colocação de voz” financiados pela CEE. Passou com distinção e são falsas as notícias que lhe atribuem o melodioso ribombar ao ar que sopra da barriga à maneira  do odre de pele de cabra que alimenta a guincharia da gaita-de-foles. Tivesse ele vagar para passar os olhos por uma ou outra página de gramática, de maneira a poupá-lo a maldosas avocações de parentesco com o Jorge Jesus, e tínhamos aqui timoneiro para muitos anos. Mas assim também serve porque por aqui tudo nos serve hoje em dia.

Quem parece que também usa uma variante desta técnica é o doutor Louçã. Sugere-se que enfia alho em pó pelo cu acima  com uma daquelas seringas de rechear perus mas os resultados são bastantes modestos e não vão além de uns “rrrrrrrr” bastante robustos. Mais por conta do curso de “técnicas de colocação de voz” que também fez, que pelo alho em pó, asseguram alguns entendidos nestes assuntos.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

rrrrrrrrrrrrrrrrrrrr...
























Caro professor-doutor-comandante Louçã: Vossa eminência é definitivamente o único português que sabe bailar com a voz. Como absolutamente mais ninguém, sabe onde e como arrastar inflexões. E, maravilha das maravilhas, vossa mercê é um compêndio no que se refere à dicção dos erres. Meu deus, como eu gostaria de ser capaz de traduzir em caracteres o esdrúxulo desse seu talento; tem aquele erre de língua em pontinha a saltitar de contra o palato anterior, tem, quando está mesmo muito indignado, aqueloutro que ribomba apocalipse e que vem lá do fundo nem sei bem como, enfim, o senhor almirante é a enciclopédia britânica dos erres.
A SIC (sic) fez muito bem em dar-lhe esse cantinho da melhor hora da semana que é aquela em que começa o fim da tal. Não me lembra agora o nome do cantinho mas é impossível que alguém não saiba dele; anuncia-o com o senhor a fazer coisas muito intelectuais para que se fique em saber como o senhor é denso e assim. Nunca o falho. Por via dessa sua gigantesca maneira de dizer os erres.
Pode pensar que brinco mas está o senhor a dizer coisas graves, a falar de coisas profundas para pessoas sérias, e eu para aqui a tentar imitá-lo nessa sua maravilhosa coleção de erres; “rrrrrrrrrr”, “rererere”, “rararaarara”, “riririririi”… Fico sempre muito satisfeito quando acho que consigo.
Vamos agora ao guarda-roupa.
Esse seu casaquinho… Tem mesmo a certeza que essas presilhas são debruadas a camurça? Cheirou, para ver se é mesmo pele? Tem a certeza que não lhe enfiaram um barrete? Bem sei que lhe deve ter sido recomendado pela moça lá da boutique e deve ter custado uma pipa de massa, mas…
Se faz mesmo questão de fazer esse género de figurinhas, eu que do assunto percebo exatamente nada, atrevo-me a recomendar-lhe a feira do relógio. Fica com melhor aspeto e sai-lhe muito mais em conta.
Já o Rosas é a mesma coisa.
Vocês os ricos, vestem cada merda que só visto.