Mas há assim tanta razão para a não deixarem em paz, coitadita?
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
proteção civil
A patrícia sabe tudo sobre janelas de oportunidades.
Mas há assim tanta razão para a não deixarem em paz, coitadita?
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022
“que venha a chuva”
O que me parece realmente inédito em toda a história da humanidade é o uso político que se vem fazendo das “alterações climáticas” para explicar a mais absoluta irresponsabilidade e incompetência: a seca no verão e as chuvas no inverno passaram à categoria de consequência das “alterações climáticas”. E isto não é muito diferente da explicar as catástrofes com a ira dos deuses, como sucedia até ao iluminismo. Com a “ciência” nunca mais um político foi responsabilizado por catástrofes que muito evidentemente poderiam ter evitado através de uma boa gestão de recursos hídricos, com soluções urbanas capazes de lidar com os elementos naturais, com o sol e com a chuva, através de uma boa gestão do território e de uma adequada manutenção das infraestruturas em espaços públicos. Nunca o arq. Ribeiro Teles – a pretexto de rigorosamente os mesmos problemas – falou de “alterações climáticas” para oferecer explicações. Ofereceu soluções para lidar com o calor e com o frio, com o sol e com a chuva.
O clamor contra a despesa inútil dos “governadores civis” que vinham do tempo da mala-posta foi apaziguado com a sua extinção. E onde havia um com direito a carro e motorista, passou a haver cem. Desta vez com coletezinhos laranja, tão inúteis quanto os primeiros. Ignorantes, pesporrentes, fala-baratos, sempre dispendiosos e possuidores do cartão do partido certo. Aparecem agora com a chuva e vão aparecer lá mais à frente com os incêndios. Sempre com inspiradas “janelas de oportunidade” nas ventas que as levam a “secretárias de estado da proteção civil".
Mas como se tudo isto não chegasse, fazem agora uso das “alterações climáticas” para enfiar novos impostos em tudo o que mexe. Sai-se da farmácia, da livraria ou loja de roupa com caixas de antiácidos, livros ou pares de calças abraçados como quem rouba se não estivermos dispostos a pagar os 0,10€ do imposto inventado para "salvar o planeta". Não importa que o pequeno saquinho ofertado pelo fabricante do analgésico seja de papel biodegradável.
O mais que sobre é gerido na extraordinária hipocrisia política daquela pequena senhora que orava pela chuva na governança dos prosélitos e exigia a cabeça dos oponentes que responsabilizava pelos fogos.
Pois “que venha a chuva” e vos afogue a todos na vossa impunidade.
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quarta-feira, 26 de julho de 2017
proteção civil
Ultimamente são umas figurinhas esforçadas a dar-nos conta de como tudo vai como manda a lei, nisso de despejar garrafas de champanhe sobre aquilo que se assemelha a uma gigantesca lixeira de pneus em combustão. São “janelas de oportunidade” para toda esta gente com cartão de militância e afeto por estrelas bordadas a dourado. Lembram-me os comandantes de castelo da extinta "mocidade portuguesa". Não que eu saiba exatamente como eram; ao contrário do que por aí juram alguns melros que eu recordo de ver fardados, nunca me obrigaram a tal coisa e nunca me incomodaram a mim ou aos meus progenitores por tal façanha.
A diferença maior é a de que havia mais paisagem e muito, muito menos incêndios. O que não havia era “proteção civil”. Nem siresp. Nem "kamoves". Havia "mocidade portuguesa" e bombeiros.
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