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quarta-feira, 7 de junho de 2023

dos ambientalistas que metem nojo















Aquele senhor que aparentemente tem de profissão ser "ambientalista" e que suspeito ser meu assalariado (de si também...), aquele senhor que tem pouco cabelo e cujo nome não me ocorre agora e que volta e meia aparece nos televisores sempre com uma preocupação qualquer que é seguramente apaziguada com algum do dinheiro que o estado me cobra em impostos, este senhor, dizia eu, apareceu nos noticiários e não se lembrou de dizer uma única palavra a pretexto da luz verde que outros "ambientalistas" profissionais deram à exploração de lítio numa das zonas ambientalmente mais ricas, senão a mais rica em todo o território nacional. Não é até de excluir a possibilidade de ter sido convidado a dar parecer e que lhe tenha parecido bem. Essas coisas pagam-se bem e em recato, sem notícias.

Ora, quem conheça a região em causa e a tenha observado com alguma pouca atenção, terá certamente reparado na perfeita comunhão de homens e animais com a terra no mais acabado exemplo de ecossistema perfeito. Terá sido essa a razão que levou a FAO a declarar a região do Barroso como "património agrícola mundial".
O partido dos "papás", "mamãs" e "amigos dos patudos", a pretexto do mesmo assunto ofereceu um ruidoso silêncio que é em tudo semelhante ao do nosso amigo pouco cabeludo cujo nome não me recordo agora. Nunca devem ter visitado lugares como Vilarinho Seco ou Negrões. Se o fizessem poderiam perceber a liberdade em que vivem todos os "patudos", sem trelas ou cercas. Vão para onde lhes apetece e a todos lhes apetece ficar por lá. Evidentemente, os bípedes volta e meia comem alguns deles. Mas nenhum desses "patudos" teve a desgraça de em vida conhecer o horizonte da varanda de um destes "ambientalistas".
Alguém que algum dia se tenha interessado por conhecer os impactos ambientais associados à exploração do lítio saberá certamente que eles incidem sobretudo nos recursos hídricos das regiões. E onde essas explorações acontecem, pessoas e animais acabam por se ver expulsos e obrigados a abandonar essas regiões em mingua de água. O vago compromisso de que a exploração não fará uso da água de um rio não põe ninguém ao abrigo de tal risco já que a água terá que vir em abundância de algum sítio e não será ao mar que a irão buscar. E quando as gentes do Barroso forem empurradas para uma qualquer cidade é altamente improvável que façam uso de automóveis a pilhas
A indiferença destes "ambientalistas" para com a vontade das gentes do Barroso não me surpreende.
Mas mete nojo.

sábado, 20 de novembro de 2021

vamos continuar a fazer de conta que a compra à segurança social de um quarteirão no coração de Lisboa pelo mesmo preço de um andar na Bobadela é uma coisa normal. Está bem?

A pretexto do alegado pecado de uma senhora que alguns tontos identificam como representante das ideias de Peter Singer no parlamento português – a sério, como se toda aquela gente se mobilizasse por ideias… -, a generalidade dos camaradas que fazem a opinião publicada a que temos direito vieram agora sorrateiramente estabelecer comparações com um tipo que, vai-se a ver, e também não fez nada.

Aparentemente concertados, acharam por bem comparar a inocência dos "frutos vermelhos intensivos" da senhora deputada com o “alojamento local” de um camarada cuja desgraça lhes continua atravessada como uma espinha nas suas gargantas. Mas vamos lá ver: a senhora deputada dos "frutos vermelhos intensivos", tanto quanto sabemos da história, não ficará lá muito bem quando diaboliza a “agricultura intensiva” – seja lá o que isso for…- ao mesmo tempo que beneficia dos mesmos subsídios que a esta são atribuídos. E a contabilidade das suas empresas terá sido afetada por alguma criatividade no sentido de as tornar compatíveis com a lei. Tudo somado, umas pequenitas vigarices, inverdades ou assim. E no fundo o opróbrio a que a estarão a sujeitar será mais inspirado pela vontade que alguns sentem em esbofetear a sua cara abolachada quando a senhora deputada fala, do que pela gravidade das suas ações. Ações que só por chicana política poderão ser objeto de escrutínio, tal como em tempos aconteceu ao pobre Ricardo Robles, um vereador do bem que lutava galhardamente contra “os interesses” que promoviam o “alojamento local” -seja lá isso o que for…- ao mesmo tempo que em consórcio com a irmã – a quem posteriormente atribui todas “as culpas” - em 2018 colocava à venda por 5,7 milhões de euros um enorme prédio que teria comprado em 2014 à Segurança Social por 347 mil euros e após obras no valor de 650 mil euros. Depois de se saber que o edifício estaria originalmente destinado a ser explorado em regime de “alojamento local”. Muito a contragosto do seu partido e da opinião publicada, lá se admitiu que aquilo embora também não fosse pecado nenhum, também não era lá muito compatível com as ideias que eram defendidas pelo seu BE.
Queridos camaradas: vamos continuar a fazer de conta que a compra à segurança social de um quarteirão no coração de Lisboa pelo mesmo preço de um andar na Bobadela é uma coisa perfeitamente normal e os senhores não voltam a comparar os “frutos vermelhos” da senhora deputada com os negócios “familiares” do senhor Robles. Está bem?