“Todos nós fomos educados na tese de que a independência e integridade de Portugal são dádiva gratuita da Inglaterra, pois o país não tem condições de vida livre. Ainda que esta doutrina fosse tese histórica inegável, deveríamos considerá-la politicamente errada. A verdade política deve reivindicar para a Nação a base suficiente de independência efectiva. Esta não se afirma só em frases, mas em actos e oportunidades devidas.
Sei que a doutrina que defendo não conquistou ainda a massa de Portugal. Parte confunde ainda consciência nacional e interesse nacional com o puro servilismo pró-britânico, por inércia, por comodidade e cobardia.”
António de Oliveira Salazar citado por Filipe Ribeiro de Menezes em “Salazar – Uma biografia política”, ed. D. Quixote, 2010, p. 319
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domingo, 7 de julho de 2019
salazar e os ingleses
segunda-feira, 15 de abril de 2019
quora
Will the European Union still use English as the official language after Britain exits?
English is a barbaric language, almost whithout grammar. So almost everyone is able to learn it, even an english person if propely teached at young ages. You are very lucky. Being the only one you are able to speak, I mean... So it will remain an international língua franca in EU and everywhere else. It has nothing to do with brits or england.
(hoje, no hospital, uma enfermeira esforçava-se no seu melhor inglês para dar algum conforto a uma paciente inglesa. A certa altura pergunta-lhe à quanto tempo vivia ela em Portugal. Fazia já mais de 20 anos, respondeu a idosa senhora no seu inglês de subúrbio.)
English is a barbaric language, almost whithout grammar. So almost everyone is able to learn it, even an english person if propely teached at young ages. You are very lucky. Being the only one you are able to speak, I mean... So it will remain an international língua franca in EU and everywhere else. It has nothing to do with brits or england.
(hoje, no hospital, uma enfermeira esforçava-se no seu melhor inglês para dar algum conforto a uma paciente inglesa. A certa altura pergunta-lhe à quanto tempo vivia ela em Portugal. Fazia já mais de 20 anos, respondeu a idosa senhora no seu inglês de subúrbio.)
domingo, 10 de fevereiro de 2019
quora
Por que Portugal, que entre os séculos XV e XVI tinha um dos impérios comerciais mais prósperos do mundo, tem agora uma das economias mais pobres da Europa ?
A pergunta é interessante. Mas em meu entender exagera em duas premissas: a de que Portugal foi rico e a de que Portugal é pobre.
Nunca chegou a ser tão rico quanto se pensa porque a primeira motivação das descobertas foi espiritual; quem leu com alguma atenção alguns livros acerca da história dos descobrimentos não pode ter deixado de reparar na importância, prioridade e meios alocados à demanda pelo Reino do Prestes João, por exemplo, e à evangelização dos povos. Somos cínicos quando pensamos que a persistência e prioridade destas causas nas fontes documentais é apenas retórica. Pensar que tudo se resumia à pimenta é uma leitura tão cínica que não consegue ser mais que uma caricatura. A pimenta, a canela, a noz-moscada, o cravo e tudo o resto importavam. Mas importavam apenas em segundo lugar.
E Portugal não é assim tão pobre quanto a pergunta deixa supor. Não será tão rico quanto outros países da Europa mas é mais rico que alguns deles (estão longe de ser apenas 4 como por aqui é dito). Mas repare-se que estamos a fazer comparações no contexto de uma das duas ou três zonas mais prósperas do mundo…
A meu ver, as razões da nossa pobreza relativa são fundamentalmente quatro:
1 - O terramoto de 1755, que explicitamente inspirou Voltaire na sua figura do Cândido, que acreditava que tudo “corria pelo melhor no melhor dos mundos” e teve um enorme impacto por toda a Europa numa altura em que tais coisas não eram tão fáceis como hoje. Não é difícil perceber a gravidade das consequências económicas dessa catástrofe;
2- As invasões francesas que sucederam ao sismo e tsunami em cerca de 50 anos. Aconteceram após vários “pagamentos” de somas gigantescas em várias tentativas de apaziguamento de franceses e ingleses, em cujos assuntos não podia o país estar mais desinteressado.
A incipiente indústria que foi vicejando sob as políticas de Pombal, foi sistematicamente destruída numa política de terra queimada. O assassínio, a tortura, o estupro, o saque e vandalismo foram de uma magnitude que hoje só dificilmente se pode imaginar. Poucos conhecerão a origem de expressões como “ir para o maneta”(“morrer”, sinónimo de “ser assassinado para diversão de um psicopata, um general francês que se dava o caso de ser maneta”).
3- A ocupação inglesa. A pretexto de nos livrarem da demência da selvajaria francesa, vieram os ingleses com os seus conselhos e às ordens dos quais os portugueses se foram matando para os expulsarem. Sendo ao longo de toda a sua história autores das maiores patifarias da história da humanidade em todos os continentes (se estava a pensar nos alemães, fique a saber que são meninos de coro se comparados com esta estirpe de predadores), encarregaram-se de impedir ajustes de contas com Louis Henri Loison (o tal “maneta”…) e demais sádicos, deixando-os fugir na maior das indulgências, inclusivamente deixando-os cavar com tudo o que tinham roubado. Que foi rigorosamente tudo que lhes aparecia pela frente.
Gostaram dos ares, da aparência vencida dos portugueses e por aqui ficaram naquelas suas maneiras de serem sanguessugas. E o “orçamento de estado” era arrecadado pelas suas despensas em coisa de nove partes em cada dez. Para o “ministério da guerra”, explicavam os pulhas. Nesse entretanto - que, certamente por vergonha, os historiadores não descrevem como protetorado-, esta canalha laborou todas as diligências capazes de impedir qualquer manufatura que pudesse aqui comprometer o comércio das suas.
4- O Estado Novo, que sucede em coisa de uma década à implantação da república que levou o país ao caos político e à mais completa insolvência financeira – agora através de uma corja indígena – arrimou Oliveira Salazar como remédio para ambas as coisas. Sério e sábio, conseguiu uma cura que nos ia matando à fome. Como tinha uma ideia muito precisa do que desejava para o país (e que passava por ser uma nova Esparta, com dieta à base de caroços de azeitona e a profissão de preparar os mais jovens para morrer ou ser estropiados na guerra em África), vivemos o paradoxo de ser o povo andrajoso e mais ou menos descalço que tinha as maiores reservas de ouro per capita.
Tudo isso ao mesmo tempo que comprometia a pátria na ruinosa manutenção de um império colonial por razões estritamente ideológicas. Ao contrário do que se pensa, não havia uma única razão material para o manter; estava arrumado na coluna dos prejuízos.
Em 1974, vieram os democratas que entre vivas à liberdade rebentaram com o mealheiro do botas (como era “carinhosamente” tratado o nosso Salazar). Venderam o ouro como se não houvesse amanhã e durante alguns anos foi um fartar vilanagem. Desde então, a canalha que senta o cú na nova Assembleia Nacional, já levou o país à bancarrota por umas três ou quatro vezes. E podiam fazê-lo outra vez, que a malta quer é forrobodó e voltaria a votar neles. A coisa ficou um pouco mais difícil porque entretanto “aderimos” (outra história cómica que agora não vem ao caso…) à União Europeia. E os gajos lá da União Europeia têm a mania de dizer coisas aos gajos da Assembleia Nacional, tipo, “-Vocês vejam lá, tenham cuidado, não podem gastar mais do que x” e coisas chatas deste género.
De maneira que é assim. Lá nos vamos safando.
terça-feira, 9 de maio de 2017
um senhor qualquer estrangeiro, comerciante de vinho do porto, ...
...foi entrevistado pela sic. A cavalgadura pimpona embrulhava a minha pátria num português descomplexadamente mascavado.
É nestas alturas que eu gostaria de ter o aparelho na mão para perguntar há quantos anos a criatura se alimenta e vive no nosso país. Vinte, trinta, a vida inteira? E assim sendo- em igual ou mais - porque é que ainda não aprendeu língua de gente com gramática?
Lesão cerebral? É mesmo colossalmente estúpido?
A menos que demonstrassem aptidão para aprender sujeito e predicado ou fazer prova de debilidade mental, esta gente devia ser expropriada e expulsa. Mas como não sou eu a mandar, tenho que aturar enxovalhos destes pedaços de merda.
É nestas alturas que eu gostaria de ter o aparelho na mão para perguntar há quantos anos a criatura se alimenta e vive no nosso país. Vinte, trinta, a vida inteira? E assim sendo- em igual ou mais - porque é que ainda não aprendeu língua de gente com gramática?
Lesão cerebral? É mesmo colossalmente estúpido?
A menos que demonstrassem aptidão para aprender sujeito e predicado ou fazer prova de debilidade mental, esta gente devia ser expropriada e expulsa. Mas como não sou eu a mandar, tenho que aturar enxovalhos destes pedaços de merda.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
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