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sábado, 1 de outubro de 2016

p. 187 (notas de leitura)

“Em 25 de Abril de 2003, é Ferreira Leite ministra das Finanças, o Presidente da República, Jorge Sampaio, faz um célebre discurso em que – referindo-se à política financeiramente exigente do governo – diz: ‘Há mais vida para além do Orçamento.’
…
Estávamos na pré-campanha das eleições de 2009, as segundas disputadas por José Sócrates. Era evidente para mim que Sócrates ia vencer, pois Manuela fazia uma campanha amarga, muito negativa. Boa parte da sua mensagem centrava-se na crítica ao plano megalómano de obras públicas de José Sócrates, que incluía um novo aeroporto de Lisboa, o TGV, uma nova ponte sobre o Tejo (também em Lisboa), 10 barragens, a requalificação da Zona Ribeirinha, etc. Mais tarde viria a perceber-se que Manuela Ferreira Leite estava cheia de razão nesse combate. Mas na altura não era evidente que todo aquele fogo-de-artifício propagandístico de Sócrates acabasse como acabou, na quase bancarrota e num resgate financeiro. E muito menos que o primeiro-ministro pudesse receber luvas pelas obras.”

Destes episódios da nossa história recente, ainda há muita coisa que não é “evidente” para muito boa gente, designadamente no que se refere à honorabilidade do trampolineiro; em boa medida, ele não é significativamente diferente de outros que por aí andam ou andaram.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

p. 122 (notas de leitura)

Durante um almoço no Hotel Flórida, Medina Carreira arroja “…ser capaz de fazer em 10 dias um plano para salvar o país. Estamos em pleno período socrático [2009] e, já sentados à mesa, pergunto-lhe: ’Mas esse plano é exequível politicamente?’ ‘Bom, era preciso o Presidente da República interromper a democracia, como disse a Manuela Ferreira Leite’”
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De onde uma inocente graçola é transformada por um bom cómico em exemplo de “indiscrição sexual”:

Trata-se de um cu.

Já agora, o Ricardo Araújo Pereira podia ter acrescentado que o cu era o do então Ministro das Finanças, Henrique Medina Carreira. E se tivesse lido o livro, para maior efeito, até podia acrescentar um robusto sargento da Guarda Fiscal nas proximidades do ministerial cu.

Mas nessas circunstâncias o tal sargento também era enfermeiro, aprestava-se para ministrar uma injeção, e isso iria dar cabo da graçola-exemplo de “devassa da intimidade alheia”.