Parece que o "jornal" Público zangou outra vez algumas pessoas que distraidamente o lêem, porventura ainda convencidas que se trata realmente de um jornal, uma daquelas coisas que antigamente usávamos para nos informarmos e que por uma qualquer estranha constelação de fenómenos se tornaram panfletos. A mim parece-me que seria altura de os portugueses se mobilizarem no sentido de boicotarem as empresas do grupo SONAE, responsáveis pelo financiamento desta madraça que em nome de um internacionalismo marxista milita o apoucamento de tudo quanto remotamente tenha que ver com a nossa história, com a nossa memória e identidade coletiva. Deveríamos, no mínimo, exigir saber as razões porque um grupo económico que paga mínimos obscenos aos seus trabalhadores, financia tão generosamente um jornal que não é mais que um porta-voz dos órfãos de Enver Hoxha e uma extensão das “ciências” sociais de algumas “universidades” (enfim, este termo deveria ser usado com um pouco mais de exigência…).
Como muitas outras pessoas, em tempos coloquei a hipótese de a SONAE pagar tão generosamente aquele panfleto a arremedar um jornal para comprar a “paz social” nas suas empresas. Com efeito, enquanto o concorrente Soares dos Santos era bastas vezes depreciativamente descrito como “merceeiro” (por VPV, que por lá escreveu também, por exemplo), o senhor Belmiro foi sempre “engenheiro”, vá-se lá saber porquê... Mas isto é muito pouco serviço por tanto dinheiro. Se por princípio a administração da SONAE não fosse tão avara na hora de pagar a quem a serve, essa hipótese até poderia ser válida. Não, não pode ser, a SONAE gasta muito dinheiro com aqueles “colaboradores”. A explicação tem que ser outra: os obscenamente ricos que vivem por conta do trabalho alheio são sinceramente de “esquerda”, são todos de “esquerda”. Os trabalhadores, as pessoas que vivem modestamente do seu trabalho, geralmente têm consciência de classe e são de “direita”. E não me venham com o PCP. O PCP não é um partido político. É uma igreja, a Igreja Adventista da Sétima Internacional. E como qualquer outra igreja é ultraconservadora. De “extrema-direita”, portanto.
