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sábado, 13 de dezembro de 2025

da fábrica de racistas

Os maiores promotores do racismo em Portugal são precisamente os muitos jornalistas com este género de agendas: o jornalismo "activista" que se faz à custa da exaltação da "culpa" de uns e do "ressentimento" de outros, é a mais perfeita fábrica de racismo. Quem tenha alguma dúvida que se dê ao cuidado de ler os comentários (de todos, brancos e negros) que se fazem a pretexto desse jornalismo incendiário e comparem-no com a experiência quotidiana de cada um.

Percebi isso quando vi este vídeo pela primeira vez. Ver uma mulher negra a enfrentá-lo foi uma epifania.

domingo, 19 de maio de 2024

uma pergunta aberta para o doutor ventura

Já não sei bem a que pretexto, o senhor lembrou-se de dizer um destes dias que o povo turco é preguiçoso.* Um insulto - costumava ser um insulto… - que alguma gente mais a norte, eventualmente convencida da sua superioridade moral, frequentemente dirige aos “povos do sul”. Como o nosso. 
Em certa ocasião, um cavalheiro dos países baixos celebrizou-se até entre nós por haver conseguido juntar-nos à preguiça a incapacidade de nos deitarmos para fins recreativos sem recorrer aos serviços de senhoras especializadas.
 
Vamos supor que, a pretexto do facto de cinco ou seis criancinhas portuguesas terem espancado violentamente uma criancinha nepalesa proferindo impropérios racistas e xenófobos, uma gentalha protofascista decide escrever artigos de jornais, fazer programas de comentário e declarações no parlamento no sentido de considerar que "os imigrantes correm perigo em Portugal" e que "o preconceito racial e xenófobo está a passar do discurso político dirigido a todos para as ameaças e agressões dirigidas às pessoas racializadas ou imigrantes"

O senhor acha mesmo admissível que estas grosseiras generalizações acerca do alegado racismo e xenofobia do povo português são aceitáveis? Acha mesmo aceitável que essa desprezível gentalha continue a enxovalhar-nos impunemente a pretexto da liberdade de expressão?

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* - PS: Afinal parece que aquilo que o senhor pretendia dizer - e que foi truncado do respectivo contexto...- terá sido que os turcos não eram mais trabalhadores que os portugueses...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

querido polígrafo,

Rogo-te que me tenhas na maior das gratidões se, porventura, te deres à fadiga de confirmar a informação - repetidamente censurada nas redes sociais e na comunicação social - de que o jovem cabo-verdiano assassinado em Bragança foi vítima de um crime racista perpetrado por cidadãos de cultura cigana, uma cultura consabidamente racista (coisa que não se pode dizer porque configura crime de "racismo"...).
De caminho até seria simpático procederes à distinção entre "fazer parte de uma cultura” e "ser de uma raça” (conceito, de resto, antropologicamente desvalorizado, mas enfim...).
Outra coisa: porque é que as manifestações relacionadas com esta tragédia, em Lisboa foram "contra o racismo" e em Bragança foram "contra a violência"?
Quem é que se manifesta com verdade e quem é que se manifesta sob mentira?
Sabemos que o “racismo”, entre outras coisas nojentas, também é uma “violência”. Mas “racismo” e “violência” não são palavras exatamente sinónimas pelo que apenas uma das manifestações se manifesta em respeito pela verdade… E assim sendo, pelo menos um destes grupos de manifestantes devia ser sujeito à prova da agulha vermelha do vosso respeitável polígrafo.
Tenho estado à espera.
Mas absolutamente seguro de que não queres mais do que a verdade acima de todas as censuras e que até era escusado dirigir-te este pedido de esclarecimento, subscrevo-me antecipadamente grato.

domingo, 12 de janeiro de 2020

vitimas e algozes não deveriam ter cor

Embora já tenha lido várias explicações (até uma em que os investigadores colocam a hipótese de morte em consequência de queda induzida por coma alcoólico), aparentemente o jovem cabo-verdiano que está na origem de várias manifestações “antirracistas” foi efetivamente vítima de um crime de carácter racista.
Perpetrado por um bando de ciganos.* Como aqui se explica detalhadamente:

O assassínio de Giovani e os racismos

Já quanto ao assassinato de um jovem português, alegadamente perpetrado por três jovens guineenses em Lisboa, não creio que tenha tido motivações racistas. O rapaz não concordou com o assalto que lhe estavam a fazer e foi esfaqueado mortalmente. "Só" isso.

Vitimas e algozes não deveriam ter cor.

Mas porque o crime de Bragança  foi imediatamente descrito por parte da militância marxista-gramsciana – constituída invariavelmente por brancos da alta burguesia com relações privilegiadas junto do poder político, da classe jornalística e das universidades - como um crime inspirado pelo racismo (implicitamente do “povo português”, dos “brancos”)** é necessário contrapor e diferenciar devidamente estes dois casos.



O primeiro, o da pergunta, aparentemente não tinha causa além do racismo. Decorreu na sequência de uma cilada (devidamente descrita no blog linkado). Para desgraça destes perigosos cínicos, adeptos da revolução através da prática do marxismo cultural, tudo sugere que foi um crime perpetrado por uma das tribos que lhes são mais úteis nesse seu projeto de fragmentar o que ainda remanesce da nossa identidade coletiva. De modo a levar a cabo os seus “amanhãs que cantam".

Esta gente é perigosa, mais perigosa do que assaltantes armados com facas.

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*Uma cultura, não uma raça, como frequentemente se pretende e como acredita o idiota do Chega. Uma cultura profundamente racista, como toda a gente sabe, embora não se possa dizer.  Porque isso é racismo…
 ** Quem é que ainda não ouviu estes burgueses internacionalistas  a guinchar que “os portugueses são racistas”?

domingo, 27 de janeiro de 2019

“caneco de cú lavado”

Personagens e intérpretes: António Costa, Assunção Cristas.

O primeiro é caneco de cú lavado. A segunda é de verbo escorrido mas sem ideias. Vem de ser a dona da coisa por via da portentosa vaidade de Paulo Portas, um gabiru que sabe tudo acerca de submarinos, de corrompidos por aqui em breeze e de corruptores condenados lá pelas alemanhas. 60.000 fotocópias levadas do mistério da defesa e faturadas ao contribuinte, para alguma coisa hão de servir.
Nuno Melo – que arruma em bidões de ácido o mais afoito dos oponentes (até faz pena ver a figura em que aloja os BE e PCP que lhe calham de frente…) -, deixaria uma imagem pálida, esborratada, menor, desinteressante de Paulo Portas. Apenas e só por presunção – que o país se foda, digamos assim -, fez-se suceder pela serigaita da Assunção Cristas, sempre a parecer que está a acabar de chegar da feira do cavalo da Golegã, a modos que uma Cristina, saloia da Malveira, mas em arremedos de quem pensa na pátria.
Ora o que pensou o caneco que perdeu a eleição por “poucachinho” e anavalhou o seu predecessor a pretexto de que havia ganhado umas eleições por “poucachinho” (sic) ? - Anular o Rio das gincanas, fazendo de conta que o psd o deixa impante e fazendo que se passa com a Cristas.
E é isto em que a pátria vai indo: canecos de cú lavado e moçoilas acabadas de chegar da feira do cavalo da Golegã por via de vaidades.

Sou muito bem capaz de estar a atribuir uma estratégia política a António Costa - ao eriçar-se com Cristas ao exagero, por contraste com a quase indiferença que dedica à oposição do  partido mais votado para o dar a ver sem verdadeiro significado político ou, pelo menos, politicamente diminuído. Afinal de contas, Costa pode realmente sentir um enorme rancor em relação à doutora Cristas. Calhou estar no carro quando pelo rádio difundiam o debate parlamentar e ouvi em direto. Ocorreu-me agora que talvez Cristas tenha realmente uma técnica infalível para o fazer perder a cabeça: a qualquer pretexto lembrando Costa de que foi o nº 2 do 44. É que foi exatamente o que aconteceu momentos antes de ele se passar da cabeça.