quinta-feira, 25 de julho de 2024
4,36%
De manhã à noite - posso jurar, sou viciado em serviços informativos... -, tem representantes em programas de debate político e noticiários, nos jornais, na rádio e televisão. Esta ubiquidade é partilhada quase em exclusivo com os dois maiores partidos portugueses.
Há certamente explicações grosseiramente simplistas para este fenómeno. Eu gostaria de ter uma explicação um pouquinho mais sofisticada.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022
considerações sobre os resultados dos 5 partidos mais votados nas eleições legislativas de 2022
(textos originalmente publicados on-line em 31/01/2022)
ps
O ps conseguiu uma maioria absoluta à custa do efeito das sondagens nos eleitores. Sondagens em relação às quais reagi (24 de janeiro, 11.30h) com enorme estranheza perguntando-me como é que era possível uma diferença de 10 pontos no espaço de uma semana em que nada de politicamente superlativo acontecera. Não sou dado a teorias da conspiração, mas a viragem do discurso do doutor costa é insuficiente para me convencer de que não estava a fazer teatro e anular o meu desejo de explicações por parte das empresas que as deram à luz. E não me tranquilizam explicações do tipo “efeito moedas”. Não preciso. Tenho uma que é muito satisfatória: o cachopo que tinha ficado a fazer de presidente da câmara de Lisboa foi levado à desgraça pelo espetáculo televisivo da porteira de Arroios. Para quem não conhece as rotinas dos “militantes socialistas” aquilo deve ter sido chocante. A lembrar D. Corleone a passear-se pelo mercado, a pegar numa maçã aqui, outra ali, com beija-mão pelo meio.
psd
Como também aqui escrevi (28/11/21), o tipo das gincanas foi favorecido nos afetos dos “militantes social-democratas” pelo facto de o seu oponente ter tido a desgraça de declarar indisponibilidade para alianças com o ps. Como nenhum deles acreditava numa derrota suficientemente expressiva para afastar o ps do poder, rui rio oferecia hipóteses de os sentar à mesa, o verdadeiro significado da ”militância”. Por lá, como pelo ps. O episódio das sondagens levou-os à ilusão de que era possível. Completamente indiferentes ao facto de rui rio situar o partido e a si próprio na área ideológica do “centro-esquerda”, seja lá o que isso for. Por cálculo, evidentemente; não nos esqueçamos que é contabilista e deve ter feito as contas todas para concluir que é “aí” que se ganham eleições. Não é de “centro-esquerda” por inclinação ideológica porque pelo psd - tanto quanto pelo ps-, a ideologia não interessa para nada. Apenas precisam falar em “esquerda” e “direita” porque isso vai chegando para produzir a ilusão de que têm ideias. Feitas as continhas, sabendo o que a casa gasta no que a convicções diz respeito - e porventura animado pelas sondagens que momentaneamente evaporaram uma diferença de 10 pontos (dez!) no espaço de alguns dias-, o tipo das gincanas ficou à espera que a direita em peso cerrasse fileiras em torno da sua augusta pessoa.
Já começou a falar alemão. Não acredito que se enxergue e vai ficar à espera que o atirem borda fora.
chega!
Ventura capitalizou o ressentimento, a raiva surda que o nepotismo, a corrupção e o despudor instila em qualquer pessoa com um par de olhos e o sentimento de impotência que resulta de um clima de opinião publicada que parece completamente indiferente aos sucessivos atropelos à ideia de um estado de direito. Veja-se, a título de exemplo -e já quase em período de campanha-, a junção dos ministérios da administração interna com o ministério da justiça sob a mesma tutela. Uma solução simbolicamente acolhida com a mais olímpica indiferença... Resumindo, ao doutor ventura “a situação” ofereceu um bodo político que o fez sorrir de alegria. Mas sinto-me tentado à imprudência de especular acerca de uma digestão que tem muito para se tornar difícil: por esta altura o “chega!” já estará tão infetado de videirinhos arrivistas quanto qualquer um dos outros partidos que afronta e presenteiam com uma razão de ser; tendencialmente será menos imune à boçalidade que tão frequentemente contamina o ressentimento e a impotência; não me parece que seja um partido onde abundem pessoas qualificadas para o combate político (para além do próprio ventura e do Gabriel Mithá Ribeiro, não me ocorre mais ninguém, admito que por estar muito mal informado…); tendo elegido 12 deputados, é altamente improvável que o “chega!” tenha multiplicado as virtudes tribunícias de ventura – bastante ao contrário, ventura passa a ter que lidar com doze flancos aos olhos de gente muito animosa…; a denúncia sem programa - além de uma espécie de justicialismo peronista -, pode revelar-se insuficiente para mobilizar eleitores e garantir-lhe um futuro.
Mas nem tudo será mau: a maioria do doutor costa de volta da travessa gorda dos fundos europeus deixa antecipar todo um programa de “novas oportunidades”; os ataques de comentadores, humoristas e demais bloquistas vão continuar a favorecer e a mobilizar vigorosamente os eleitores em torno de ventura.
Mas tenho muitas dúvidas que estas coisas cheguem para superar os constrangimentos que alinhei pouco exaustivamente.
Pensando melhor, não sei se não chegará. Eu a acabar de escrever isto e pouco depois a ver isto:
domingo, 30 de janeiro de 2022
helicóptero da sic
sábado, 20 de novembro de 2021
vamos continuar a fazer de conta que a compra à segurança social de um quarteirão no coração de Lisboa pelo mesmo preço de um andar na Bobadela é uma coisa normal. Está bem?
Aparentemente concertados, acharam por bem comparar a inocência dos "frutos vermelhos intensivos" da senhora deputada com o “alojamento local” de um camarada cuja desgraça lhes continua atravessada como uma espinha nas suas gargantas. Mas vamos lá ver: a senhora deputada dos "frutos vermelhos intensivos", tanto quanto sabemos da história, não ficará lá muito bem quando diaboliza a “agricultura intensiva” – seja lá o que isso for…- ao mesmo tempo que beneficia dos mesmos subsídios que a esta são atribuídos. E a contabilidade das suas empresas terá sido afetada por alguma criatividade no sentido de as tornar compatíveis com a lei. Tudo somado, umas pequenitas vigarices, inverdades ou assim. E no fundo o opróbrio a que a estarão a sujeitar será mais inspirado pela vontade que alguns sentem em esbofetear a sua cara abolachada quando a senhora deputada fala, do que pela gravidade das suas ações. Ações que só por chicana política poderão ser objeto de escrutínio, tal como em tempos aconteceu ao pobre Ricardo Robles, um vereador do bem que lutava galhardamente contra “os interesses” que promoviam o “alojamento local” -seja lá isso o que for…- ao mesmo tempo que em consórcio com a irmã – a quem posteriormente atribui todas “as culpas” - em 2018 colocava à venda por 5,7 milhões de euros um enorme prédio que teria comprado em 2014 à Segurança Social por 347 mil euros e após obras no valor de 650 mil euros. Depois de se saber que o edifício estaria originalmente destinado a ser explorado em regime de “alojamento local”. Muito a contragosto do seu partido e da opinião publicada, lá se admitiu que aquilo embora também não fosse pecado nenhum, também não era lá muito compatível com as ideias que eram defendidas pelo seu BE.
Queridos camaradas: vamos continuar a fazer de conta que a compra à segurança social de um quarteirão no coração de Lisboa pelo mesmo preço de um andar na Bobadela é uma coisa perfeitamente normal e os senhores não voltam a comparar os “frutos vermelhos” da senhora deputada com os negócios “familiares” do senhor Robles. Está bem?
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
títulos de um gajo ficar a modos que
TVI
Santa Casa da Misericórdia informa que não faz nem há qualquer publicidade às raspadinhas
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
helicóptero da sic
A "candidata engraçadinha" está a modos que um pouco inchada. A lembrar uma lenhadora romena. Acho que isso não a favorece nas sondagens. Já a igreja adventista da sétima internacional desta vez arranjou também um “candidato engraçadinho”. Por causa das tosses. Agora a ver vamos.
domingo, 24 de maio de 2020
o vírus
Alberto Gonçalves em "o Observador", 16/05/2020
terça-feira, 10 de março de 2020
helicóptero da sic
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
helicóptero da sic
Eu também acho.
Foi o que pensei logo quando soube pelos jornais que a segurança social tinha vendido ao camarada Robles um quarteirão na baixa de Lisboa por 300 mil euros, aproximadamente o preço de um andar na Baixa da Banheira.
domingo, 5 de maio de 2019
ciúmes
Os olhos do “poucachinho” reluziram. Consciente dessa imensa sorte numa campanha eleitoral onde arrastava em prejuízo a mobília do 44, o nº 2 até se deu à pompa de fazer crer que punha o país acima da sua carreirinha: "mais importante do que eu perder um voto é perder a confiança que demonstramos merecer.”
Evidentemente que tudo isto lhe dá votos, muitos votos. Por eles até servia a mãezinha com um ovo a cavalo. Dados desta maneira não pode deixar de se sentir um “homem de estado”.
domingo, 5 de março de 2017
aos camaradas
Isso de fazerem funcionar a geringonça sem ao mesmo tempo consentirem ser peça da mesma – mais não seja com um secretáriozeco de estado para cada um –, não é assim coisa tão inteligente quanto parece. Porque ir ao "baile" e pretender continuar virgem acaba sempre com alguém a levar no pacote.
E, na hora da verdade, até o tiririca - de bracinhos no ar, a dançar o tiroliro - vos remata com um valente pontapé no olho do cú. Com muito afeto, evidentemente.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
o ovo da serpente
“…nunca devemos impedir de falar as pessoas que acreditamos estarem erradas. Ao exporem as suas ideias, temos uma excelente oportunidade para as rebater e mostrar aos outros a superioridade dos nossos argumentos. Infelizmente, é cada vez menos isso que estamos a fazer. A linha entre o confronto de ideias e o silenciamento de ideias está a ser ultrapassada vezes sem fim, criando uma pressão insustentável sobre quem pensa diferente de nós. Depois espantamo-nos que as pessoas mintam nas sondagens sobre a sua orientação de voto e acabem a colocar a cruzinha em Donald Trump quando ninguém está a ver. Numa sociedade livre, a resposta a quem diz parvoeiras não é “cala-te!”. É, isso sim, “que argumentos tens para defender tamanha parvoíce?”.”
São as últimas linhas de um texto que uma criatura parlamentar manifestamente desequilibrada pretendia desqualificar nas “redes sociais”. Deu-se o caso de um amigo das tais “redes socias” ter gostado daquilo e fui ler o texto que deu feto ao exercício da pesporrência. Sem qualquer relação de bota com perdigota e num agarrem-me senão mato-o, a criatura acabava cada frase na imponência de um “estás a ver?” dirigido ao autor de tais frases.
Em ave maria, um tal Luís Ribeiro, que estudou engenharia de minas no IST, perguntava em comentário:
“e não se pode ir ás trombas do gajo ?”
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
...
Agora ‘tá com uma daquelas que levam ao peito um gajo a cavalo com uma marreta no ar qu’agora nã malembra a marca. É um bonequinho bordado a roxo.
Os sacanas dos ricos vestem cada merda que só visto.
