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segunda-feira, 6 de julho de 2026

de como o socialismo é uma reencarnação do absolutismo

O deputado Francisco César, filho do sr. Carlos César, Presidente do Partido Socialista, a pretexto da onda de calor defendeu o confinamento obrigatorio em alguns casos. (cfr. aqui )

Esta pulsão totalitária dos socialistas está-lhes no sangue.
É genética, quero dizer. Nem sequer compreendem que possam estar a escamotear direitos elementares, mesmo com as melhores intenções do mundo.
Para eles o estado-papá está acima de tudo e devemos-lhes obediência incondicional.
Porque "o estado é eles".
É o absolutismo sem coroa, a mesma gente.
O modo de ser não se extingue quando lhes cortam a cabeça, está-lhes nos genes.
Repare-se: o nepotismo para eles, em vez de opróbio como é para a maioria das pessoas normais, não é mais do que o direito "natural" de passarem ministérios de pais para filhos.
Ou pretenderem que têm mais direito que quaisquer outros de, por exemplo, designarem "os seus" juízes para o Tribunal Constitucional.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

oh, pssst

Vamos lá supor - sinto-me generoso - que as coisas são realmente assim.

Agora imaginem uma geringonça daquelas que inventaram, mas à direita. Enfim, com a "direita" que temos. Como se sabe, para a "esquerda", tudo o que está à direita da esquerda do PS já é "direita"...

Seja como for, agora já não é preciso ganhar eleições.

Alguma vez o PS pode voltar ao poder nas actuais circunstâncias?

Tão cedo, são muito reduzidas as hipóteses de voltarem a pôr as mãos no pote, camaradas.

Dá para safar um ou outro presidente de junta, para sacar uns almoços por um ou outro município, para o patrocínio de umas obritas, algumas coisinhas de monta ainda assim.

Agora para coisas gordas, daquelas de fazer inchar ao ponto de se ficar incapaz de abrir os olhos, sem fundos europeus, a coisa já não dá para ninguém. Porque o porco indígena já foi sangrado até ao osso.

Se fosse a vocês inscrevia-me num desses cursos profissionais que ainda há para aí. Por exemplo um desses que ensinam a fazer calda bordalesa e a usar o 605 forte, fitofármacos ou lá o que é.
Ou daqueles que ensinam a utilizar máquinas agrícolas, tractores com reboque, roçadoras e coisas assim.
Acho que também dão senhas de presença. Sempre dá para o almoço, desde que não inclua marisco.



domingo, 14 de dezembro de 2025

dos 4 aos 14 anos (das táticas)

É necessário reconhecer que isto não é notícia dos telejornais - nem de raspão. Até agora (14.37h, 14/12). Quanto mais a ruidosa relação com mais um "socialista"... (Não há mesmo ninguém que se interesse por estas recorrências, mais não seja por curiosidade, pelas potenciais relações da ideologia com o phatos?).

Mas dá para imaginar como seria se fosse alguém do CH! Aliás, essa obscena diferença é o combustível do seu sucesso.

As azias do chefe e outras golpadas do género, ao contrário do que se pensa, não ajudam rigorosamente nada. O erro mais grosseiro em política é a presunção de que os eleitores são completamente idiotas. Isso paga-se caro.Tenho até a séria convicção que são mais prejuízo do que ganho, escusavam de o desencorajar nessa parolice.

Os srs. "jornalistas", em toda a pujança dos seus ódios, são quem vem fazendo o sucesso do CH!

quinta-feira, 3 de julho de 2025

não estava nada à espera de uma coisa destas

É um pouco extraordinário ouvir o dr. Sérgio Sousa Pinto a tentar impor a ideia de que o psd deve privilegiar o diálogo com o ps. Será que já teve tempo para esquecer que foi exactamente isso que o dr. Rui Rio propunha ao ps? Durante todo o tempo em que o ps o expunha ao ridículo com um sorriso de bonacheira indiferença na pessoa do seu secretário geral? Ao mesmo tempo que atirava o país para os braços de uma extrema-esquerda completamente tresloucada?

Sejamos sérios. O ps não tem sítio de onde defender tal coisa. Mais: ao contrário do que sucedia com o ps - com os resultados que se conhecem -, o psd não tem que se atirar para os braços de ninguém. Negoceia à esquerda ou à direita, conforme lhe convenha.

E no fim, veja-se as voltas que a vida dá: é preciso que uma e outra, esquerda e direita se entendam para o derrubar.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

massagens do regime (II): ladrões de malas

Ontem, um programa que tem por comentadores o candidato à presidência da câmara do Porto (PS D) e a candidata à câmara de Lisboa (PS), além do dr. pacheco pereira que faz de sardanisca, encerrou uma semana dedicada a massajar a honra do dr. santos. A pretexto de alegadas malfeitorias jurídicas descritas por “averiguação preventiva ao líder do ps”.
 
De nada destas coisas entendo, apresso-me a esclarecer.
Destes assuntos só entendo o que decorre da minha observação directa de alguns factos. Observo por exemplo que os comentadores põem alguma emoção no modo como se exaltam sempre que algo menos honroso é soprado a propósito dos “meninos d’ouro”. E nessas alturas até condescendem em lembrar patifarias semelhantes dirigidas a cavalheiros do PS D. No supramencionado programa, o dr. pereira, para dar fé da sua sinceridade, chega mesmo ao extremo de jurar que faria o mesmo por alguém do Chega!. Aproveitou até para lembrar o dr. costa cujo governo - na tese do dr. pereira -, foi “derrubado por aquele parágrafo”.
O dr. pereira sabe muito bem que ninguém derrubou governo nenhum. O que “derrubou” o governo do dr. costa foi o próprio dr. costa. Ao entregar um pedido de demissão que ninguém lhe exigiu. Dizem até as más línguas - entre as quais tenho a honra de contar a minha -, que foi o pretexto por que ansiava. E que se não foi encomendado, lhe caiu do céu. Pois que vivia na aflição de ter um para ir para onde agora está.

Mas voltando ao que observo por experiência: o dr. santos até pode ser um anjo de uma candura que o eleva muito acima da terra pisada pelo dr. montenegro. Com quem alegadamente – sempre alegadamente… - o querem comparar. Mas não se livra de me deixar um bocadinho despeitado pelo facto de o IMI que pago pelo meu T1 aqui à borda de uma aldeia, ser superior em quase 40 paus em relação à casa que alegadamente lhe custou mais de meio milhão no município de Montemor-o-Novo.
Isso deixa-me realmente amofinado. É claro que isto em nada bule com o dr. santos, coitado do senhor. Ele sabe lá a como fica o IMI a um desgraçado que não vive num município governado pelos seus camaradas. Só tem que pagar o que lhe exigem. E em Montemor-o-Novo exigem-lhe 143 paus.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

a pretexto da falta de credibilidade

Não, não doutores, o telhado dos outros não vos devolve um grama disso.
50 anos da vossa credibilidade já chegam.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

em defesa do secretário geral do ps

Em entrevista, com excepcional modéstia, o cavalheiro admite que “[o PS não fez] tudo bem nos últimos anos no que diz respeito à imigração. Assim, para que se recupere a luzência a que o seu partido nos habituou, prometeu fazer propostas para acabar com uma "situação de terra de ninguém”, que “[p]recisamos, de uma vez por todas, de falar sobre a imigração de forma descomplexada, exigente, rigorosa, como infelizmente não se tem feito", que os imigrantes "tem de perceber que há […] uma cultura que deve ser respeitada", que o país “tem de ser exigente” com o respeito pelos “valores”, a começar pelo “respeito pelas mulheres”.

Ora, não obstante o facto de tais afirmações derivarem do mais elementar bom senso, da mais rudimentar consideração por um conjunto de valores identitários cuja corrupção deveria ser intolerável para todos, foram recebidas com um ruido que nos deveria deixar perplexos. É aceitável que membros de uma qualquer comunidade que acolhamos desrespeitem os nossos valores ou costumes? É aceitável que membros de uma qualquer comunidade cultivem entre nós o costume de nos desrespeitarem em resultado do rancor e ressentimento que lhes foi inculcado nos seus países de origem por professores semianalfabetos em escolas públicas? É aceitável que uma qualquer comunidade se consinta barbaridades como a excisão feminina entre nós? É aceitável que jovens adolescentes sejam impedidas pelos seus progenitores de frequentar a escola? São aceitáveis entre nós as várias práticas culturais de subalternização das mulheres por parte de qualquer comunidade?

A ajuizar pelo supramencionado ruído, se a resposta não é um “sim” mais ou menos explicito, é pelo menos um contemporizador silêncio. Por parte de muitos dos seus camaradas do PS assim como de muitos “jornalistas” e comentadores. Já para não falar daquela ruidosa minoria que se compraz a insultar-nos colectivamente com a acusação de haver motivações “racistas”, “xenófobas”, “intolerantes”, enfim, o cardápio que gostam de nos cuspir na cara à mais tímida reacção a estas afrontas culturais.

Pouco nos deveriam importar as reais motivações do secretário geral do ps nesta súbita consciência. Pouco importa que no íntimo possa pensar rigorosamente a mesma coisa que alguns dos seus camaradas e a esquerda antidemocrática. Disse o que precisa ser dito na defesa do corpo de valores que são pleito da nossa identidade colectiva.
 
Em que não acreditam. Mas isso já é toda uma outra história que não é para aqui chamada.

sábado, 2 de março de 2024

"estou bem assim, luís?"

Por esta altura vestem farda de motorista da carris: fato e camisa azul naquele corte mais coiso.




domingo, 21 de janeiro de 2024

o bloco central não tem cura

Apenas quando for claro para todos, por cerimónia e a pretexto da crise política que aí vem, o psd acabará a viabilizar um governo minoritário do partido socialista.
À saída da "convenção da AD", o doutor montenegro foi assaltado com aquilo que adequadamente descreveu como a "agenda" da CS - deu para perceber que uma das senhoras com a tal agenda ficou um pouco incomodada, mas o doutor montenegro insistiu. Que a agenda dele era o país, respeitava muito a dos senhores "jornalistas", mas essa não era a dele.

Tarde demais.
Não vão longe os dias em que a "agenda" da CS consistia em saber ad nauseam se o doutor montenegro estava disposto a render-se às "linhas vermelhas" - "cordão sanitário", para os mais lidos...
Na altura, o doutor montenegro acabou por claudicar a esta "agenda", coisa que lhe valeu rigorosamente nada porque continuaram a jurar que o doutor ia quebrar "as linhas vermelhas".
Lá terá pensado - não sozinho...- que seria a melhor maneira de estancar a sangria que o "Chega!" fazia no seu eleitorado.

Não estancou rigorosamente nada.
Mas se essa era realmente a intenção do doutor montenegro - a dúvida é retórica - a melhor maneira de o fazer teria sido a paciência. Se atentarmos nas sondagens, o "Chega!" tem aproximadamente metade dos votos que teria o psd sozinho. Numa eventual aliança "das direitas", não creio que o "Chega!" pudesse continuar a falar tão alto quanto o faz agora.

Voltando à "convenção da AD": o doutor Paulo Portas fez um magnífico discurso, se presumirmos que foi escrito na ignorância de sucessivas sondagens. Porque elas sugerem muito expressivamente que os eleitores já se cansaram das "curas de oposição" que ele agora propõe para o ps. Já sabem que ao fim de cinquenta anos o bloco central não tem cura. Já sabem que quase toda aquela gentinha que o aplaudiu sem o entusiasmo de antigamente e se deu ao cuidado de enfeitar a "convenção", foi lá com o único propósito de tentar ficar por "perto da chicha", para fazer uso da maravilhosa expressão de um deles.

sábado, 6 de janeiro de 2024

da seda das aranhas

Não é a ficção que imita a vida. É a vida que imita a ficção. 

Como mais uma vez se ilustra com o actual momento pré-eleitoral. 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

linhas vermelhas para o doutor montenegro

Aquele senhor do psoe que agora não me lembra o nome declarou-se vencedor nas eleições. Não será de estranhar que o doutor costa tenha contribuído significativamente para esta forma de interpretar os resultados eleitorais: contam-se os votos que são próprios e juntam-se-lhe todos os outros obtidos por tolos e incendiários. É o sentido de estado do impostor que preside aos socialistas espanhóis. Quanto ao senhor do pp, tendo um maior número de votos, teve uma justíssima derrota. Uma derrota que em meu entender ofereceu ao senhor do psoe quando lhe propôs em direto nas televisões um acordo de regime em que os oponentes se comprometiam a deixar governar quem tivesse mais votos. E nessas circunstâncias poderia comprometer-se a dispensar o apoio sulfuroso de uns senhores que estão para lá da “linha vermelha” que os senhores do psoe lhe impõem. Evidentemente, aceitar tal acordo seria oferecer o poder a quem pudesse ganhar as eleições, hipótese que muito evidentemente o senhor que preside ao psoe não estava disponível para considerar. Por cá, o doutor rui rio também usou da uma estratégia semelhante em sucessivas tentativas de um acordo de regime com o ps. Foi constrangedor ver as sucessivas humilhações a que o doutor costa o foi sujeitando e o estado comatoso em que deixou o partido a que presidia. Dizer que ao contrário de quem herdou o esvaimento, o doutor rio pelo menos tinha um projeto – ao contrário do que agora sucede com o doutor montenegro -, não me parece grande consolo para o psd. Mas é em atenção do doutor montenegro que rabisco estas linhas. O que deve fazer para ganhar ao doutor costa: Deve em primeiro lugar estabelecer uma “linha vermelha”. Se o ps do doutor costa, os tolos, incendiários e influencers que agora fazem de jornalistas se consentem impor linhas vermelhas às suas políticas, deve o doutor montenegro impor as suas e declarar inequivocamente que em circunstancia alguma fará alianças com os impostores a que o doutor costa preside. Faz muito bem o doutor montenegro em declarar que não fará alianças com partidos racistas e xenófobos. Não tem, de resto, outro remédio – a constituição proíbe-os e portanto, não terá com quem as fazer. Feito isto, afirmará o direito de fazer ou não fazer as alianças pós ou pré-eleitorais que muito bem entender. Finalmente, tem que se dar à fadiga de ter um projeto político. Se é verdade que o doutor costa o não tem, também é verdade que isso não é uma boa desculpa para que o doutor montenegro o não tenha.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

em defesa do doutor costa

Tranquilo, um destes dias o doutor costa desvalorizou o alvoroço a que o conhecimento dos negócios de um tal capitão deu azo: disse o senhor primeiro-ministro que falava com muitas pessoas e que o assunto da corrupção não era muito importante para os portugueses. Como este "não 'tou nem aí" funcionou a modos que gasolina em fogueira, lá se obrigou a rabiscar uma redação em que tenta explicar ao povo que tudo não passou de um mal-entendido. Em seu socorro vejo-me compelido a concordar com tudo quanto afirmou: os portugueses - a esmagadora maioria dos portugueses que exercem o seu direito de voto, pelo menos - não estão realmente apoquentados com a imundice terceiro-mundista que tão frequentemente passa pelos jornais e tão excecionalmente pelas prisões. Têm até um "ditado popular" com que exprimem essa indiferença: "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte". As pessoas que o doutor costa conhece tão bem não se incomodam com o capitão. Nem tão pouco com os impostos escandinavos que asfixiam empresas e famílias com membros "ativos" - a trabalhar. Aquilo que verdadeiramente lhes importa é o que ele possa condescender em repartir com eles: os subsidiozinhos, o aumento da pensãozinha, a ajudinha com a renda, o passe social ou o autocarrozinho da junta, coisinhas assim. Tudo o resto é fumaça e "conversa de tabacaria". As pessoas que se incomodam são uma expressiva minoria que não conta no marketing eleitoral. Que outra razão pode haver para os nossos concidadãos entregarem uma maioria absoluta ao partido que - não estando sozinho no mercado - é seguramente aquele em que se acoita o maior número de corruptos? Deixem-no em paz. E sobretudo, "deixem a justiça funcionar".

sexta-feira, 7 de abril de 2023

tomem nota para memória futura

 













O porcino mamífero cima ilustrado é autor das seguintes façanhas:

1- Faz parte de um partido que reverteu a privatização da TAP e faz parte de um governo que anunciou reverter a reversão com gigantesco prejuízo para as finanças públicas (os tais impostos cobrados a vossas senhorias que falecem às mais elementares funções de um estado, para o caso de não estarem a perceber muito bem);

2- Neste espaço de tempo, a sua companheira foi achada capaz de ser parte da administração da referida empresa;

3- Neste mesmo espaço de tempo, uma das administradoras da referida empresa - devidamente descartada com uma "indemnização" que se tornou pública graças aos serviços de um órgão de comunicação a que a opinião publicada se refere por "esgoto a céu aberto" - foi designada secretária de estado. Apenas por 24 horas, graças aos serviços prestados pelo "esgoto a céu aberto";

4- O supramencionado canalha, para se livrar expeditamente de mais maçadas políticas, em conferência de imprensa difundida ao vivo pelos vários órgãos de comunicação social, enxovalhou a "CEO" da supramencionada empresa que um dos seus governos havia contratado. Despedindo-a por "justa causa".

A senhora em causa anunciou já que iria recorrer de tal juízo e parece haver consenso entre os do ofício das leis que a senhora será devidamente ressarcida do público enxovalho.

Sabem que a fatura pelo enxovalho não vai em nome da porcina criatura, não sabem?

Pronto, era só isto.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

o ps...

...é o partido mais corrupto e nepotista de todo o espetro partidário.
Tem legitimidade para governar?
Toda.
No momento de lhe oferecer uma maioria absoluta, não há um único português que possa dizer que o não sabia.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

não, não, não

Já andam por aí compatriotas a suspirar pela queda do governo.

Não, não, mil vezes não.
Os meus concidadãos deram ao PS uma maioria absoluta. E ao país um narciso egocêntrico sem vagar para ser presidente, hipocondríaco e com medo da própria sombra. Por aí não há nada a temer.
Agora, se me fosse possível, agarrava na cabecinha de cada português que reincide em votar no partido mais corrupto e nepotista da democracia portuguesa, abria-lhe os olhos com pedaços de fita adesiva e obrigava-o a ver o espetáculo das suas escolhas até ao fim do mandato.
E o doutor costa que não tem, não teve e nunca terá vida ou mundo fora da associação de malfeitores a que se acolheu logo que aprendeu a andar, deve beber o veneno que agora lhe calhou em sorte até o copo ficar vazio.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

considerações sobre os resultados dos 5 partidos mais votados nas eleições legislativas de 2022

 (textos originalmente publicados on-line em 31/01/2022)

ps

O ps conseguiu uma maioria absoluta à custa do efeito das sondagens nos eleitores. Sondagens em relação às quais reagi (24 de janeiro, 11.30h) com enorme estranheza perguntando-me como é que era possível uma diferença de 10 pontos no espaço de uma semana em que nada de politicamente  superlativo acontecera. Não sou dado a teorias da conspiração, mas a viragem do discurso do doutor costa é insuficiente para me convencer de que não estava a fazer teatro e anular o meu desejo de explicações por parte das empresas que as deram à luz. E não me tranquilizam explicações do tipo “efeito moedas”. Não preciso. Tenho uma que é muito satisfatória: o cachopo que tinha ficado a fazer de presidente da câmara de Lisboa foi levado à desgraça pelo espetáculo televisivo da porteira de Arroios. Para quem não conhece as rotinas dos “militantes socialistas” aquilo deve ter sido chocante. A lembrar D. Corleone a passear-se pelo mercado, a pegar numa maçã aqui, outra ali, com beija-mão pelo meio.

psd

Como também aqui escrevi (28/11/21), o tipo das gincanas foi favorecido nos afetos dos “militantes social-democratas” pelo facto de o seu oponente ter tido a desgraça de declarar indisponibilidade para alianças com o ps. Como nenhum deles acreditava numa derrota suficientemente expressiva para afastar o ps do poder, rui rio oferecia hipóteses de os sentar à mesa, o verdadeiro significado da ”militância”. Por lá, como pelo ps. O episódio das sondagens levou-os à ilusão de que era possível. Completamente indiferentes ao facto de rui rio situar o partido e a si próprio na área ideológica do “centro-esquerda”, seja lá o que isso for. Por cálculo, evidentemente; não nos esqueçamos que é contabilista e deve ter feito as contas todas para concluir que é “aí” que se ganham eleições. Não é de “centro-esquerda” por inclinação ideológica porque pelo psd - tanto quanto pelo ps-, a ideologia não interessa para nada. Apenas precisam falar em “esquerda” e “direita” porque isso vai chegando para produzir a ilusão de que têm ideias. Feitas as continhas, sabendo o que a casa gasta no que a convicções diz respeito - e porventura animado pelas sondagens que momentaneamente evaporaram uma diferença de 10 pontos (dez!) no espaço de alguns dias-, o tipo das gincanas ficou à espera que a direita em peso cerrasse fileiras em torno da sua augusta pessoa. 

Já começou a falar alemão. Não acredito que se enxergue e vai ficar à espera que o atirem borda fora.

chega!

Ventura capitalizou o ressentimento, a raiva surda que o nepotismo, a corrupção e o despudor instila em qualquer pessoa com um par de olhos e o sentimento de impotência que resulta de um clima de opinião publicada que parece completamente indiferente aos sucessivos atropelos à ideia de um estado de direito. Veja-se, a título de exemplo -e já quase em período de campanha-, a junção dos ministérios da administração interna com o ministério da justiça sob a mesma tutela. Uma solução simbolicamente acolhida com a mais olímpica indiferença... Resumindo, ao doutor ventura “a situação” ofereceu um bodo político que o fez sorrir de alegria. Mas sinto-me tentado à imprudência de especular acerca de uma digestão que tem muito para se tornar difícil: por esta altura o “chega!” já estará tão infetado de videirinhos arrivistas quanto qualquer um dos outros partidos que afronta e presenteiam com uma razão de ser; tendencialmente será menos imune à boçalidade que tão frequentemente contamina o ressentimento e a impotência; não me parece que seja um partido onde abundem pessoas qualificadas para o combate político (para além do próprio ventura e do Gabriel Mithá Ribeiro, não me ocorre mais ninguém, admito que por estar muito mal informado…); tendo elegido 12 deputados, é altamente improvável que o “chega!” tenha multiplicado as virtudes tribunícias de ventura – bastante ao contrário, ventura passa a ter que lidar com doze flancos aos olhos de gente muito animosa…; a denúncia sem programa - além de uma espécie de justicialismo peronista -, pode revelar-se insuficiente para mobilizar eleitores e garantir-lhe um futuro.

Mas nem tudo será mau: a maioria do doutor costa de volta da travessa gorda dos fundos europeus deixa antecipar todo um programa de “novas oportunidades”; os ataques de comentadores, humoristas e demais bloquistas vão continuar a favorecer e a mobilizar vigorosamente os eleitores em torno de ventura. 

Mas tenho muitas dúvidas que estas coisas cheguem para superar os constrangimentos que alinhei pouco exaustivamente. 

Pensando melhor, não sei se não chegará. Eu a acabar de escrever isto e pouco depois a ver isto:



iniciativa liberal

Com apenas 4 anos de vida já é o único partido ao mesmo tempo com representação parlamentar e um programa político; o pcp tem doutrina mas não tem programa político compatível com um estado democrático. 
Além dessa enorme vantagem sobre os demais partidos com representação parlamentar -e não, não o digo por causa das 600 ou 700 páginas que, de resto, não li…-, tem várias pessoas capazes de articular ideias. Cultiva a singularidade de confrontar regularmente os portugueses com factos (a que não dão a devida importância) através de infografias que vão impondo as causas da “il” no comentário e debate político (e que aqui vou reproduzindo, vez por outra). 
O curriculum profissional de Cotrim de Figueiredo por vezes faz-me lembrar a Ayn Rand. Que às vezes parece inspirá-lo e acabou os seus dias a viver da segurança social… O regresso de Guimarães Pinto a partir do parlamento vem matar algumas saudades do seu protagonismo. Não creio que a “il” venha a ter vida breve. Tem um programa político, como comecei por dizer.

cdu

Encolheu. E a vigarice que nunca foi a votos, batizada de “pev” - responsável por ter desacreditado o movimento ambientalista que havia nascido na oposição à central nuclear projetada para Ferrel e era apoiado pelos verdes alemães-, deixou de ter representação parlamentar. 
Especulando um pouco: não creio que o pcp tenha perdido votos para o ps. Se perdeu alguns (poucos…) tê-los-á perdido no Alentejo e para o “chega!”; não creio que o doutor ventura fale com desconhecimento destes assuntos. Mas o maior volume dos votos que o pcp perdeu relaciona-se com a crise das vocações religiosas e a ascensão do materialismo em dano do misticismo que a pouco e pouco vai exaurindo o número de fiéis. Não creio que essa tendência seja reversível.
p.s.: Alguns comentadores antecipam que o pcp irá usar a rua para conseguir o que não conseguiu nas urnas. Acho que se enganam. A rua já não é o que era. Entre outras razões porque não se faz uma geringonça sem consequências.

be

Se a ideia de uma maioria “socialista” a esgadanhar a travessa farta dos fundos europeus é de nos deixar em cova, a aparição apoteótica de catarina martins para anunciar a estrondosa derrota do be não deixou de ser divertida. O momento mais cómico foi quando ameaçou com a luta o partido “racista”. Pelo andar da carroça, o partido do doutor ventura vai continuar a crescer. Com inimigos destes seria uma vergonha que o não fizesse.
Muito evidentemente, depois de todo o trabalho de diabolização do “chega!”, aterrorizados com o “fascismo” anunciado pelo be, comentadores e outros humoristas, os seus eleitores naturais correram a defender-se da “direita fascista” em quem tinha maiores probabilidades de os salvar: o doutor costa. Para o bloco, a “direita fascista” começa logo no “centro-esquerda” do pobre doutor rio...
Foram as primeiras vítimas da maioria do doutor costa. Prova-se mais uma vez que é um partido com eleitorado yo-yo. Foi, mas passado o susto pode voltar.
Partido do táxi, não é improvável que tente as ruas. Sem apitos, mas com antifas, a sua tropa de choque.







domingo, 30 de janeiro de 2022

helicóptero da sic

A maioria do ps foi construída à custa da diabolização do “chega” por parte da extrema-esquerda e dos “influencers” que fazem de jornalistas nos dias que correm: a extrema-esquerda afundou-se com os seus eleitores a votarem “útil” para fugir do “fascismo”. Este é o elefante na sala que estão todos a fingir que não veem. E bem podem limpar as mãos à parede.
O gajo das gincanas lá anda. Costa por costa, o povo laranja tinha poucos motivos para ir botar voto. Se conseguir arranjar alguns empregos não o atiram já borda fora. Mas eu não contaria muito com a generosidade do “poucochinho”.
O ps está de parabéns e merece ficar. O trabalho está por concluir. A Bulgária ainda nos está a ganhar. 
Boa noite.

domingo, 28 de novembro de 2021

helicóptero da sic

A vitória do tipo das gincanas

Tirando algumas poucas honrosas exceções – que eu sei que existem e seria uma enorme falta de respeito desconsidera-las -, toda aquela gentalha com direito a  votar no líder anda por lá a tratar da vidinha. Por consequência, nada daquilo – eleições internas – tem qualquer relação com um projeto político; “direita”, “centro”,  “esquerda” são tretas para entreter calimeros.  Não se iludam, amiguinhos.  Na escolha, todos aqueles videirinhos fizeram o seguinte cálculo: o ps vai ganhar as legislativas. Tanto Rangel como Rui Rio vão perder as legislativas; “o dinheiro é do ps”. Por outro lado, ao contrário de Rio, o Rangel não oferece aliança  ao ps. De onde, em caso de aliança, ainda  é possível sentar à mesa do banquete. Mais não seja, a um canto. Com Rangel, tinham a garantia de ficarem todos ao frio.

É assim tão complicado?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O Sérgio Sousa Pinto está a afirmar-se como o José Pacheco Pereira do PS. Mais inteligente, mais lesto, mais articulado, menos chato, mais denso e mais jovem.

Chego a ter pena que nunca chegue a jacaré.