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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

entregues aos bichos da mentira



Venho-me perguntando insistentemente se isto será verdade.

Consegui ler duas explicações alternativas, ambas (creio que) de cidadãos israelistas: em uma delas seria uma fila num centro comercial. Em outra seria "apenas" uma fila para revalidar passaportes. 

Quem poderia esclarecer definitivamente o assunto (junto da embaixada, por exemplo) seriam os jornalistas dos OCS. Mas já não existem. Agora são "influencers" com carteiras de jornalista. A concorrer com os que por aqui andam. 

Estamos entregues aos bichos da mentira.







segunda-feira, 28 de agosto de 2023

o drama do beijo – parte I

(Sou-me dado ao dever de dizer o que acerca do assunto nem cheguei a achar por causa de coisas há pouco surgidas com o simples e aparente delito do título "correspondente" à parte II.) ______________________________________________________________________________ 


  “No tempo do fascismo” – que foi num tempo em que eu era ainda muito pequerrucho -, recordo-me perfeitamente de que quando uma senhora era beijada, assim “à espanhola”, podia acontecer uma de duas categorias de coisas: 1) a senhora exprimia felicidade, alegria e coisas dessas com um sorriso – e foi isso que por acaso eu julguei ver -, ou 2) a senhora investia um violento bofetão nas ventas do valente. Entre estas duas hipóteses, só podia haver alíneas a dar maior ou menor expressão ao sentido. Podia, por exemplo na segunda hipótese, haver uma alínea para um violento pontapé nos tomates do artista, vá lá um homem saber ao certo o que se passa no coração de uma mulher… 
E, com rainhas por perto ou longe, as coisas ficavam por ali porque as rainhas eram rainhas e só muito excecionalmente se poderia achar que um beijo envolvia mais alguém além de duas pessoas. 
 Havia coisas feias quando eu era mais pequeno? Havia. Mas só de cima de um andaime. Porque geralmente as senhoras caminhavam em cima de uma imperial indiferença. Que decorria da certeza, de uns e outros, que o do andaime, se mais de perto, corria o risco de enfardar a violenta bofetada mencionada em 2) ou alguma das suas inúmeras alíneas. 
Mas voltando ao presente: veio a futebolista no primeiro instante do sururu esclarecer que não havia nele nada de impróprio. Para depois -na sequência de gente emocionalmente estraçalhada, por sua inteira culpa sem beijos, que não fode nem sai de cima, encharcar os noticiários e os debates com a peçonha da sua miséria afetiva -, porque além de futebolista não é senhora também, lá vir dizer que sim, na gelatina tão comum da sua espécie. Gente que me deixa naquele estado físico da náusea adequadamente descrita por Satre no literal contexto e atmosfera de uma ocupação nazi. 
Sendo absolutamente sincero, toda esta gentalha nojenta e hipócrita, toda a indignação de todos os comentadores enfurecidos, me oferece o presente de me deixar mais ou menos reconciliado com a finitude da vida. 
 Mas depois ouço o Armstrong naquela coisa do “I see blue” ou “l'important c'est la rose” e penso: Mas que grandes filhos da puta. Morram vocês, seus cabrões.

terça-feira, 25 de julho de 2023

adoro ouvir "a esquerda" a oferecer as táticas à "direita"

As cassandras com lugar cativo nos painéis já aconselham o doutor montenegro a imitar o senhor do pp por causa dos "índices de rejeição" (!) do líder do partido racista e xenófobo. Sinto-me capaz de adivinhar o que vai fazer o doutor montenegro.

segunda-feira, 24 de julho de 2023

linhas vermelhas para o doutor montenegro

Aquele senhor do psoe que agora não me lembra o nome declarou-se vencedor nas eleições. Não será de estranhar que o doutor costa tenha contribuído significativamente para esta forma de interpretar os resultados eleitorais: contam-se os votos que são próprios e juntam-se-lhe todos os outros obtidos por tolos e incendiários. É o sentido de estado do impostor que preside aos socialistas espanhóis. Quanto ao senhor do pp, tendo um maior número de votos, teve uma justíssima derrota. Uma derrota que em meu entender ofereceu ao senhor do psoe quando lhe propôs em direto nas televisões um acordo de regime em que os oponentes se comprometiam a deixar governar quem tivesse mais votos. E nessas circunstâncias poderia comprometer-se a dispensar o apoio sulfuroso de uns senhores que estão para lá da “linha vermelha” que os senhores do psoe lhe impõem. Evidentemente, aceitar tal acordo seria oferecer o poder a quem pudesse ganhar as eleições, hipótese que muito evidentemente o senhor que preside ao psoe não estava disponível para considerar. Por cá, o doutor rui rio também usou da uma estratégia semelhante em sucessivas tentativas de um acordo de regime com o ps. Foi constrangedor ver as sucessivas humilhações a que o doutor costa o foi sujeitando e o estado comatoso em que deixou o partido a que presidia. Dizer que ao contrário de quem herdou o esvaimento, o doutor rio pelo menos tinha um projeto – ao contrário do que agora sucede com o doutor montenegro -, não me parece grande consolo para o psd. Mas é em atenção do doutor montenegro que rabisco estas linhas. O que deve fazer para ganhar ao doutor costa: Deve em primeiro lugar estabelecer uma “linha vermelha”. Se o ps do doutor costa, os tolos, incendiários e influencers que agora fazem de jornalistas se consentem impor linhas vermelhas às suas políticas, deve o doutor montenegro impor as suas e declarar inequivocamente que em circunstancia alguma fará alianças com os impostores a que o doutor costa preside. Faz muito bem o doutor montenegro em declarar que não fará alianças com partidos racistas e xenófobos. Não tem, de resto, outro remédio – a constituição proíbe-os e portanto, não terá com quem as fazer. Feito isto, afirmará o direito de fazer ou não fazer as alianças pós ou pré-eleitorais que muito bem entender. Finalmente, tem que se dar à fadiga de ter um projeto político. Se é verdade que o doutor costa o não tem, também é verdade que isso não é uma boa desculpa para que o doutor montenegro o não tenha.

domingo, 30 de janeiro de 2022

helicóptero da sic

A maioria do ps foi construída à custa da diabolização do “chega” por parte da extrema-esquerda e dos “influencers” que fazem de jornalistas nos dias que correm: a extrema-esquerda afundou-se com os seus eleitores a votarem “útil” para fugir do “fascismo”. Este é o elefante na sala que estão todos a fingir que não veem. E bem podem limpar as mãos à parede.
O gajo das gincanas lá anda. Costa por costa, o povo laranja tinha poucos motivos para ir botar voto. Se conseguir arranjar alguns empregos não o atiram já borda fora. Mas eu não contaria muito com a generosidade do “poucochinho”.
O ps está de parabéns e merece ficar. O trabalho está por concluir. A Bulgária ainda nos está a ganhar. 
Boa noite.