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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

cmtv

Um deputado do Chega! capou um gato na sala onde habitualmente são recebidos os jornalistas. 

Já seguiu queixa para a Ordem dos Veterinários.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

a pretexto da falta de credibilidade

Não, não doutores, o telhado dos outros não vos devolve um grama disso.
50 anos da vossa credibilidade já chegam.



domingo, 21 de janeiro de 2024

o bloco central não tem cura

Apenas quando for claro para todos, por cerimónia e a pretexto da crise política que aí vem, o psd acabará a viabilizar um governo minoritário do partido socialista.
À saída da "convenção da AD", o doutor montenegro foi assaltado com aquilo que adequadamente descreveu como a "agenda" da CS - deu para perceber que uma das senhoras com a tal agenda ficou um pouco incomodada, mas o doutor montenegro insistiu. Que a agenda dele era o país, respeitava muito a dos senhores "jornalistas", mas essa não era a dele.

Tarde demais.
Não vão longe os dias em que a "agenda" da CS consistia em saber ad nauseam se o doutor montenegro estava disposto a render-se às "linhas vermelhas" - "cordão sanitário", para os mais lidos...
Na altura, o doutor montenegro acabou por claudicar a esta "agenda", coisa que lhe valeu rigorosamente nada porque continuaram a jurar que o doutor ia quebrar "as linhas vermelhas".
Lá terá pensado - não sozinho...- que seria a melhor maneira de estancar a sangria que o "Chega!" fazia no seu eleitorado.

Não estancou rigorosamente nada.
Mas se essa era realmente a intenção do doutor montenegro - a dúvida é retórica - a melhor maneira de o fazer teria sido a paciência. Se atentarmos nas sondagens, o "Chega!" tem aproximadamente metade dos votos que teria o psd sozinho. Numa eventual aliança "das direitas", não creio que o "Chega!" pudesse continuar a falar tão alto quanto o faz agora.

Voltando à "convenção da AD": o doutor Paulo Portas fez um magnífico discurso, se presumirmos que foi escrito na ignorância de sucessivas sondagens. Porque elas sugerem muito expressivamente que os eleitores já se cansaram das "curas de oposição" que ele agora propõe para o ps. Já sabem que ao fim de cinquenta anos o bloco central não tem cura. Já sabem que quase toda aquela gentinha que o aplaudiu sem o entusiasmo de antigamente e se deu ao cuidado de enfeitar a "convenção", foi lá com o único propósito de tentar ficar por "perto da chicha", para fazer uso da maravilhosa expressão de um deles.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

a moção de censura até pode ser infantil

Mas na muito improvável circunstância de o doutor montenegro conseguir vencer as próximas legislativas por "poucochinho" que seja, aquilo que o "Chega" tem a fazer é abster-se aquando do sufrágio parlamentar de eventual orçamento.
Não aprenderam nada com o doutor rio...

domingo, 28 de agosto de 2022

reforma da justiça

Como já alguém aqui escreveu com muita graça, no Chega assemelham-se cada vez mais aos piratas nas aventuras do Asterix: não precisam de mais ninguém para afundarem o navio. Eles mesmos se encarregam disso.  

Mas gostava muito de perceber o que é que o André Ventura – ao que li na "comunicação social", um brilhante aluno de Direito, com amigos em tribunais superiores... – não gostou da partilha de um artigo  por parte do Gabriel Mithá Ribeiro  ao ponto de exigir que fosse apagado “em 24 horas”. 

Porque é verdade quando se sugere que o Chega mais não tem feito do que um burlesco apelo ao agravamento de penas em vez de defender uma verdadeira reforma na justiça, uma reforma que aliás prometeu ao seu eleitorado.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

considerações sobre os resultados dos 5 partidos mais votados nas eleições legislativas de 2022

 (textos originalmente publicados on-line em 31/01/2022)

ps

O ps conseguiu uma maioria absoluta à custa do efeito das sondagens nos eleitores. Sondagens em relação às quais reagi (24 de janeiro, 11.30h) com enorme estranheza perguntando-me como é que era possível uma diferença de 10 pontos no espaço de uma semana em que nada de politicamente  superlativo acontecera. Não sou dado a teorias da conspiração, mas a viragem do discurso do doutor costa é insuficiente para me convencer de que não estava a fazer teatro e anular o meu desejo de explicações por parte das empresas que as deram à luz. E não me tranquilizam explicações do tipo “efeito moedas”. Não preciso. Tenho uma que é muito satisfatória: o cachopo que tinha ficado a fazer de presidente da câmara de Lisboa foi levado à desgraça pelo espetáculo televisivo da porteira de Arroios. Para quem não conhece as rotinas dos “militantes socialistas” aquilo deve ter sido chocante. A lembrar D. Corleone a passear-se pelo mercado, a pegar numa maçã aqui, outra ali, com beija-mão pelo meio.

psd

Como também aqui escrevi (28/11/21), o tipo das gincanas foi favorecido nos afetos dos “militantes social-democratas” pelo facto de o seu oponente ter tido a desgraça de declarar indisponibilidade para alianças com o ps. Como nenhum deles acreditava numa derrota suficientemente expressiva para afastar o ps do poder, rui rio oferecia hipóteses de os sentar à mesa, o verdadeiro significado da ”militância”. Por lá, como pelo ps. O episódio das sondagens levou-os à ilusão de que era possível. Completamente indiferentes ao facto de rui rio situar o partido e a si próprio na área ideológica do “centro-esquerda”, seja lá o que isso for. Por cálculo, evidentemente; não nos esqueçamos que é contabilista e deve ter feito as contas todas para concluir que é “aí” que se ganham eleições. Não é de “centro-esquerda” por inclinação ideológica porque pelo psd - tanto quanto pelo ps-, a ideologia não interessa para nada. Apenas precisam falar em “esquerda” e “direita” porque isso vai chegando para produzir a ilusão de que têm ideias. Feitas as continhas, sabendo o que a casa gasta no que a convicções diz respeito - e porventura animado pelas sondagens que momentaneamente evaporaram uma diferença de 10 pontos (dez!) no espaço de alguns dias-, o tipo das gincanas ficou à espera que a direita em peso cerrasse fileiras em torno da sua augusta pessoa. 

Já começou a falar alemão. Não acredito que se enxergue e vai ficar à espera que o atirem borda fora.

chega!

Ventura capitalizou o ressentimento, a raiva surda que o nepotismo, a corrupção e o despudor instila em qualquer pessoa com um par de olhos e o sentimento de impotência que resulta de um clima de opinião publicada que parece completamente indiferente aos sucessivos atropelos à ideia de um estado de direito. Veja-se, a título de exemplo -e já quase em período de campanha-, a junção dos ministérios da administração interna com o ministério da justiça sob a mesma tutela. Uma solução simbolicamente acolhida com a mais olímpica indiferença... Resumindo, ao doutor ventura “a situação” ofereceu um bodo político que o fez sorrir de alegria. Mas sinto-me tentado à imprudência de especular acerca de uma digestão que tem muito para se tornar difícil: por esta altura o “chega!” já estará tão infetado de videirinhos arrivistas quanto qualquer um dos outros partidos que afronta e presenteiam com uma razão de ser; tendencialmente será menos imune à boçalidade que tão frequentemente contamina o ressentimento e a impotência; não me parece que seja um partido onde abundem pessoas qualificadas para o combate político (para além do próprio ventura e do Gabriel Mithá Ribeiro, não me ocorre mais ninguém, admito que por estar muito mal informado…); tendo elegido 12 deputados, é altamente improvável que o “chega!” tenha multiplicado as virtudes tribunícias de ventura – bastante ao contrário, ventura passa a ter que lidar com doze flancos aos olhos de gente muito animosa…; a denúncia sem programa - além de uma espécie de justicialismo peronista -, pode revelar-se insuficiente para mobilizar eleitores e garantir-lhe um futuro.

Mas nem tudo será mau: a maioria do doutor costa de volta da travessa gorda dos fundos europeus deixa antecipar todo um programa de “novas oportunidades”; os ataques de comentadores, humoristas e demais bloquistas vão continuar a favorecer e a mobilizar vigorosamente os eleitores em torno de ventura. 

Mas tenho muitas dúvidas que estas coisas cheguem para superar os constrangimentos que alinhei pouco exaustivamente. 

Pensando melhor, não sei se não chegará. Eu a acabar de escrever isto e pouco depois a ver isto:



iniciativa liberal

Com apenas 4 anos de vida já é o único partido ao mesmo tempo com representação parlamentar e um programa político; o pcp tem doutrina mas não tem programa político compatível com um estado democrático. 
Além dessa enorme vantagem sobre os demais partidos com representação parlamentar -e não, não o digo por causa das 600 ou 700 páginas que, de resto, não li…-, tem várias pessoas capazes de articular ideias. Cultiva a singularidade de confrontar regularmente os portugueses com factos (a que não dão a devida importância) através de infografias que vão impondo as causas da “il” no comentário e debate político (e que aqui vou reproduzindo, vez por outra). 
O curriculum profissional de Cotrim de Figueiredo por vezes faz-me lembrar a Ayn Rand. Que às vezes parece inspirá-lo e acabou os seus dias a viver da segurança social… O regresso de Guimarães Pinto a partir do parlamento vem matar algumas saudades do seu protagonismo. Não creio que a “il” venha a ter vida breve. Tem um programa político, como comecei por dizer.

cdu

Encolheu. E a vigarice que nunca foi a votos, batizada de “pev” - responsável por ter desacreditado o movimento ambientalista que havia nascido na oposição à central nuclear projetada para Ferrel e era apoiado pelos verdes alemães-, deixou de ter representação parlamentar. 
Especulando um pouco: não creio que o pcp tenha perdido votos para o ps. Se perdeu alguns (poucos…) tê-los-á perdido no Alentejo e para o “chega!”; não creio que o doutor ventura fale com desconhecimento destes assuntos. Mas o maior volume dos votos que o pcp perdeu relaciona-se com a crise das vocações religiosas e a ascensão do materialismo em dano do misticismo que a pouco e pouco vai exaurindo o número de fiéis. Não creio que essa tendência seja reversível.
p.s.: Alguns comentadores antecipam que o pcp irá usar a rua para conseguir o que não conseguiu nas urnas. Acho que se enganam. A rua já não é o que era. Entre outras razões porque não se faz uma geringonça sem consequências.

be

Se a ideia de uma maioria “socialista” a esgadanhar a travessa farta dos fundos europeus é de nos deixar em cova, a aparição apoteótica de catarina martins para anunciar a estrondosa derrota do be não deixou de ser divertida. O momento mais cómico foi quando ameaçou com a luta o partido “racista”. Pelo andar da carroça, o partido do doutor ventura vai continuar a crescer. Com inimigos destes seria uma vergonha que o não fizesse.
Muito evidentemente, depois de todo o trabalho de diabolização do “chega!”, aterrorizados com o “fascismo” anunciado pelo be, comentadores e outros humoristas, os seus eleitores naturais correram a defender-se da “direita fascista” em quem tinha maiores probabilidades de os salvar: o doutor costa. Para o bloco, a “direita fascista” começa logo no “centro-esquerda” do pobre doutor rio...
Foram as primeiras vítimas da maioria do doutor costa. Prova-se mais uma vez que é um partido com eleitorado yo-yo. Foi, mas passado o susto pode voltar.
Partido do táxi, não é improvável que tente as ruas. Sem apitos, mas com antifas, a sua tropa de choque.







domingo, 30 de janeiro de 2022

helicóptero da sic

A maioria do ps foi construída à custa da diabolização do “chega” por parte da extrema-esquerda e dos “influencers” que fazem de jornalistas nos dias que correm: a extrema-esquerda afundou-se com os seus eleitores a votarem “útil” para fugir do “fascismo”. Este é o elefante na sala que estão todos a fingir que não veem. E bem podem limpar as mãos à parede.
O gajo das gincanas lá anda. Costa por costa, o povo laranja tinha poucos motivos para ir botar voto. Se conseguir arranjar alguns empregos não o atiram já borda fora. Mas eu não contaria muito com a generosidade do “poucochinho”.
O ps está de parabéns e merece ficar. O trabalho está por concluir. A Bulgária ainda nos está a ganhar. 
Boa noite.

sábado, 28 de novembro de 2020

 “O Chega é populista porque, segundo a definição científica do conceito, a sua mundividência está baseada numa perspetiva dicotómica da realidade política, segundo a qual, há 45 anos, uma elite se apoderou dos gânglios do poder político, económico, mediático, cultural, atraiçoando o povo português, mantido, cada vez mais, na margem de qualquer processo decisório e vexado nas suas componentes mais produtivas. Esta elite, corrupta e corruptora, é transversal aos partidos que se reconhecem na III República Portuguesa, sejam eles pilares dos governos de centro-direita nas coligações PSD-CDS, dos governos do bloco-central PS-PSD ou do governo de esquerda da Geringonça. A transversalidade consubstancia-se num pacto de regime em quatro dimensões. Na dimensão política, o sistema foi deixado aberto, sem restrições, à esquerda radical, mas limitado, no polo oposto, apenas à direita “permitida”, ou seja, à direita tíbia, receosa de reivindicar a sua identidade, impossibilitada em assumir a crítica anti-sistema, sujeita à constante demonização através dos chavões do extremismo, do fascismo, do racismo. Com origem nas contingências históricas do 25 de Abril de 1974, o enviesamento à esquerda foi cristalizado, ao longo das décadas, menos por representar a realidade política do país e mais para excluir, do jogo democrático, crescentes faixas de cidadãos, como demonstra o incremento da abstenção e da insatisfação dos eleitores com as instituições do regime e com a qualidade da democracia. Na dimensão económica, a elite construiu uma rede de compadrio entre o sector público e o sector privado, onde circulam políticos de carreira, tecnocratas, empresários, nos grandes grupos económicos ou nas parcerias com o Estado, a nível tanto nacional como local. Esta teia de clientelismos e corrupções nos mais diversos níveis cria uma redoma de vasos comunicantes onde, há décadas, as mesmas pessoas sobem e descem, mas nunca desaparecem, sugando os recursos financeiros da nação, à qual são devolvidos apenas a estagnação económica crónica, serviços públicos disfuncionais, as migalhas da subsídiodependência, a perspectiva da emigração, principalmente para os mais novos. As dimensões mediática e cultural são as que mais exemplificam o pacto do regime: aqui, às esquerdas radicais, excluídas em larga medida da dimensão económica, é dado campo livre, através da sua rede de sindicatos e associações, para ocupar redacções de jornais, palimpsestos televisivos, instituições de cultura e educação – integrando ministérios, escolas básicas e secundárias, e universidades, nas áreas das Ciências Sociais e Humanas -, para implementarem a sua agenda de policiamento do pensamento, de imposição da correcção política, de ‘marxismo cultural’. Inócua para o sistema económico predatório e cúmplice na edificação do Estado monstro, a rede, a rede das elites esquerdistas revela-se extremamente eficaz no silenciamento, na denúncia e na demonização de todas as vozes críticas contra o regime, não alinhadas com a cartilha progressista das elites intelectuais estabelecidas.

Todos estes elementos presentes no ideário do Chega, tanto nos quadros como na base, determinam a separação, no seu discurso, entre o Portugal de cima – seja ele de esquerda, do centro ou de direita – próximo das alavancas do poder – e o Portugal de baixo, totalmente excluído do sistema e mantido nas suas margens, para alimentar o simulacro da democracia.”

Riccardo Marchi, A Nova Direita Anti-Sistema – O Caso do Chega, Almedina, 2020, pp. 193-194

Na altura em que comprei o livro, ia na 2ª edição. Aquando da primeira, como frequentemente sucede com o lançamento de um livro, o seu autor foi convidado a falar dele no canal 2 da televisão pública. A esse pretexto, num dos mais vergonhosos episódios da democracia portuguesa, 67 “universitários” resolveram fazer um abaixo-assinado “Contra a higienização académica do racismo e fascismo do Chega” 

Os “universitários” subscritores dessa coisa estão todos devidamente retratados no texto de Riccardo Marchi  aqui citado. Para memória futura, os seus nomes e as funções que se atribuem no regime que os engorda ficam aqui devidamente elencados: 

Adriano Campos, sociólogo, FEUC-UC; Alice Ramos, socióloga; Ambra Formenti, investigadora; Ana Alcântara, historiadora, ESE-IPS e IHC-FCSH; Ana Benavente, socióloga, docente; Ana Delicado, investigadora; Ana Ferreira, investigadora, FCSH-UNL; Ana Raquel Matias, socióloga; Ana Rita Alves, doutoranda, CES-UC; André Barata, filósofo, UBI; Boaventura de Sousa Santos, director Emérito do CES-UC; Bruno de Sena Martins, antropólogo; Cláudia Castelo, historiadora; Cristiana Bastos, antropóloga; Cristina Gomes da Silva, socióloga, professora do ensino superior; Cristina Roldão, socióloga, ESE-IPS e ISCTE-IUL; Cristina Santinho, antropóloga, investigadora e docente universitária; Eduardo Costa Dias, professor jubilado, ISCTE-IUL; Elsa Pegado, socióloga, investigadora e docente, CIES-ISCTE; Fernando Rosas, historiador, FCSH-UNL; Francesco Vacchiano, investigador associado, ICS-UL; Gaia Giuliani, investigadora; Inês Lourenço, investigadora, CRIA/ISCTEIUL; Inês Pereira, FCSH-UNL, ISCTE-IUL; Inocência Mata, professora universitária, FLUL; Iolanda Évora, investigadora e docente; Irene Pimentel, historiadora, IHC, FCSH-UNL; Joana Lucas, antropóloga; João Figueiredo, investigador, UNL; João Mourato, investigador auxiliar, ICS-UL; João Teixeira Lopes, sociólogo, FLUP; João Vasconcelos, investigador; Jorge Vala, investigador emérito, ICS-UL; Kitty Furtado, investigadora, CES-UC; Lígia Ferro, professora auxiliar, FLUP; Manuel Carlos Silva, professor universitário; Manuel Loff, historiador; Manuela Ribeira Sanches, docente universitária; Margarida Paredes, antropóloga; Maria José Casa-Nova, Universidade do Minho; Maria Paula Meneses, investigadora, CES-UC; Mariana Pires de Miranda, investigadora auxiliar, ICS-ULisboa; Marta Araújo, investigadora em Ciências Sociais; Marta Lança, IHA, FCSH-UNL; Miguel Cardina, historiador, CES-UC; Miguel Vale de Almeida, antropólogo; Nuno Dias, sociólogo; Otávio Raposo, antropólogo, CIES-ISCTE; Paula Godinho, antropóloga; Pedro Abrantes, professor universitário; Pedro Schacht Pereira, professor universitário; Pedro Varela, doutorando, CES-UC; Raquel Lima, doutoranda, CES-UC; Renato Carmo, professor universitário; Rita Cachado, antropóloga; Rui Gomes Coelho, arqueólogo; Sandra Mateus, investigadora, CIES-ISCTE; Silvia Maeso, socióloga; Sílvia Roque, investigadora; Simone Amorim, investigadora, CEsA/ ISEG/UL; Simone Frangella, antropóloga; Simone Tulumello, geógrafo; Susana Santos, investigadora, ISCTE-IUL; Teresa Seabra Almeida, docente universitária; Teresa Fradique, cientista social; Vitor Sérgio Ferreira, sociólogo, investigador auxiliar.